por Bárbara Bom Angelo
Lembra da Escola da Vida, do amado Alain de Botton? Pois é, no dia 23 de outubro, Miranda July passou por lá para dar uma palestra sobre como lidar com estranhos. Incrível, as always.
por Bárbara Bom Angelo
Lembra da Escola da Vida, do amado Alain de Botton? Pois é, no dia 23 de outubro, Miranda July passou por lá para dar uma palestra sobre como lidar com estranhos. Incrível, as always.
por Bárbara Bom Angelo
Amor sem música é um amor chato. O bom é aquele carregado de letras de canções enviadas por e-mail, em cartinhas ou mensagens no meio de uma madrugada. De faixas que te remetem para o momento exato em que percebeu que não queria mais ter aquela pessoa longe. De melodias que os dois murmuram juntos enquanto o carro segue pela estrada.
Rob Sheffield, crítico musical e colunista da Rolling Stone, sabe muito bem disso. Tanto que resolveu contar a sua história e a do seu amor por Renée Crist a partir de 22 mix tapes e assim acabou criando o livro Love is a Mix Tape: Life and Loss, One Song at a Time – que foi lançado em 2007 e logo se tornou um best-seller.
Renée não era apenas o amor da sua vida. Foi ela quem o incentivou a viver, quem o tirou do mundo fechado onde se escondia. Ele era tímido. Gostava apenas de imaginar as coisas, não precisava colocá-las em prática. Renée não pensava, fazia. E tudo ao mesmo tempo. O que os ligava era a paixão pela música, mesmo que não concordassem com alguns sons – The Smiths, por exemplo. Ela os odiava.
Renée morreu em 1997. Teve uma embolia pulmonar e se foi de repente, deixando fitas, textos e fotos espalhadas. Sheffield encontrou a sanidade ao entrar em contato com o que ela tinha largado para trás e, principalmente, com as músicas que moldaram a história dos dois desde 1989.
Prova de que todo grande amor pode ser guardado aos poucos em playlists infinitas.
* Faz quatro anos que o livro foi publicado nos Estados Unidos, mas nada de lançarem uma versão em português. O melhor jeito de comprá-lo é pela Amazon, já que nas livrarias nacionais os exemplares estão sempre esgotados ou demoram meses para chegar. E em 2010, Sheffield lançou Talking to Girls about Duran Duran. Direto para a lista de desejos.
por Bárbara Bom Angelo
A diretora Miranda July fez o curta acima para divulgar o lançamento do seu novo filme, The Future, que estreia amanhã nos Estados Unidos.
Dica preciosa, ainda mais para alguém que entra em férias a partir desta segunda-feira.
por Bárbara Bom Angelo
Como são as coincidências não é? Entre os livros novos que estão na minha pilha interminável, voltei a ler Alta Fidelidade, do muso Nick Hornby. Daí que estava fuçando no site da PIX, como de costume, e encontrei a sugestão do tumblr Top 10 basf. Lá você encontra diversas mixtapes no melhor estilo de Rob Gordon, o eterno dono da loja de discos que amava fazer tops 5 de tudo na sua vida e era o personagem principal de Hornby.
E a “cara” das compilações é bacana demais – nada mais adequado do que reproduzir o shape das saudosas fitas cassete basf.
por Bárbara Bom Angelo
Lembra que falamos do Wallpeople aqui? Pois é, ele acontece nesse sábado, dia 2 de julho, no Centro Cultural Rio Verde, aqui em São Paulo.
Leve sua foto e cole no imenso mural colaborativo que vai enfeitar a cidade amanhã. O tema é felicidade. E aproveita para confirmar sua presença no evento que foi criado no Facebook.
Desde ontem, 28 de junho, a tão falada coletânea Red Hot + Rio 2 está disponível para download em mp3 de altíssima qualidade. E vale muito, muito, muito a pena e o investimento. Você pode sentir o gostinho com o vídeo acima do cover do Beirut para a canção Leãozinho.
Para quem está por fora, a Red Hot é uma organização não governamental que luta contra a AIDS no mundo todo por meio da música. Eles já gravaram 20 álbuns com mais de 400 artistas e arrecadaram 10 milhões de dólares.
O projeto da vez é o Rio 2, que é para lá de especial para nós brasileiros. Trata-se de um “tributo moderno ao movimento da Tropicália nos anos 60. E o álbum coloca luz nessa era politicamente carregada e que mudou a cultura do Brasil para sempre”, como define o próprio site, em tradução ultra livre.
Bom, voltando ao download… Eu escolhi a opção de arquivo digital deluxe com material bônus e paguei $15,99. O download foi ok. Não muito rápido, mas deu tudo certo. E agora posso me deliciar com as faixas abaixo, que estão divididas em dois CDs:
por Bárbara Bom Angelo
Os mais desatentos vão passar por Um Dia, de David Nicholls, e achar que se trata de um livro de mulherzinha, no pior sentido que dão a esta palavra. Talvez uma história água com açúcar, cheia de clichês, quem sabe vampiros. Por que não? Estão tão em alta.
Sei disso porque despejei sobre a capa do livro todos os meus preconceitos. E olha que eu já tinha lido inúmeras resenhas positivas sobre ele. Mas quando me encontrei frente a frente com a obra de Nicholls achei que tinha me enganado.E não sei nem explicar o porquê. Acho que esperava algo mais low profile, uma capa um pouco mais enigmática. Enfim, preconceitos e mais preconceitos.
Bom, nem preciso dizer que mordi a língua com muito gosto. E logo no começo. Foi abrir o livro e me deparar com milhares de indicações, das melhores que se pode ter, e comecei a pensar que tinha mais ali do que a embalagem sugeria. A frase que mais chamou a minha atenção foi a do também escritor e britânico Nick Hornby.
Nick Hornby é Deus para mim. Absolutamente amo todos os seus livros, roteiros, composições… E se ele dizia que aquele livro era cativante, inteligente e espirituoso, eu precisava pelo menos dar uma espiada. Enfim, Um Dia é delicioso. Li em menos de uma semana o livro que conta em pílulas a história de Dexter e Emma.
Todo ano no mesmo dia, 15 de julho, somos impelidos a descobrir como estão esses dois amigos, que depois de dormirem juntos no dia da formatura constroem uma relação complexa e sincera.
E nada de assuntos pesados, ler as páginas escritas por Nicholls é uma experiência de observação, de como aqueles personagens crescem ao longo dos anos, como eles se afundam em dúvidas, depressão e drogas. De como eles se distanciam do futuro que traçaram para depois encontrá-lo na esquina, totalmente alterado ou incrivelmente idêntico.
O autor tem uma narrativa sincera, direta, irônica, bem humorada, cheia de referências musicais, livros clássicos – o que lembra, e muito, o estilo de Nick Hornby. Em alguns momentos de Dexter é impossível não se lembrar de Will, personagem central de Um Grande Garoto, que foi interpretado no cinema por Hugh Grant.
Esbocei muitas resenhas como esta, mas agora no fim percebi que bastava dizer pouco, uma frase, quase uma indicação como as tantas outras que dominam o livro: é uma das melhores coisas que já li. Estou com um aperto no peito por ele ter acabado. É normal ficar tão dependente de um livro assim? Deveria ter vencido cada frase a conta gotas para ele durar mais.
***
ah, Um Dia já virou filme, mas estreia só em agosto. Veja o trailer abaixo:
por Bárbara Bom Angelo
No dia 2 de julho, as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro vão participar pela primeira vez do projeto Wallpeople – um mural gigante e colaborativo de fotos que vai ser montado esse ano em mais de 20 cidades ao mesmo tempo. Funciona assim: todo ano os organizadores do evento definem um tema, você bola uma imagem que tenha a ver com ele, leva no lugar determinado e cola seu instante eterno no meio de outros tantos.
Esse ano a missão é capturar a felicidade. Os locais ainda vão ser divulgados. Então, é aproveitar esses quase 20 dias que faltam para pensar em algo bem bacana para sua contribuição.
Aqui no Brasil a organização está por conta do IdeaFixa, Inesplorato, Fuso Coletivo e I Hate Flash.
Mais infos abaixo, no textinho que foi feito para o evento criado no Facebook. E se quiser saber ainda mais é só entrar aqui, no site oficial.
Vamos construir o mural da felicidade!
A felicidade é um sentimento universal que todos podem sentir, mas ao mesmo tempo é algo pessoal e único. Há mil motivos pelos quais alguém pode chegar a ser feliz, e para cada pessoa são diferentes. No entanto, a publicidade, os meios de comunicação, as séries de televisão e outros estímulos que recebemos diariamente mostram-nos muitas vezes um estereótipo de felicidade, irreal, artificial…, que não corresponde à realidade quotidiana.
Chegou o momento de as pessoas mostrarem, através das suas fotografias, o que é que realmente as faz felizes. Um momento especial, uma sensação, um lugar, uma pessoa, uma ideia, um detalhe, tudo vale desde que reflicta um instante de autentica felicidade.
No dia 2 de julho, em mais de 20 cidades simultaneamente, pessoas anónimas com as suas fotografias tornar-se-ão nas autênticas protagonistas de uma exposição única. Uma parede transformada em museu improvisado ao ar livre, onde todos poderão expor e observar as fotografias dos demais. Todos sabemos o que nos faz felizes, mas o que é a felicidade para o resto do mundo? Brevemente o descobriremos.
Como participar
• No sábado 2 de julho de 2011 dirige-te ao lugar indicado com uma ou várias fotografias impressas que reflictam para ti uma imagem de felicidade.
• O formato e o tamanho são livres, no entanto não aceitamos imagens gigantes (1×1 metro) ou que possam ferir sensibilidades.
• O horário de criação do muro e duração da exposição estará indicado no Evento do Facebook. Trata-se de uma acção efémera, que apenas durará duas horas.
• A organização disponibilizará “bostik” e fita-cola para que os participantes colem as suas fotografias. No entanto, recomendamos que também leves “bostik” ou fita-cola para facilitar o processo.
• Cola a tua foto ao lado de outra, separada apenas por uma pequena margem. Respeita as outras fotografias.
• Uma vez que o mural esteja completo e passado um tempo de exposição, a organização dará um aviso para indicar o fim da obra.
• Neste momento poderás retirar as tuas próprias fotografias ou levar a de outro participante.
• No caso de desejares que alguém leve a tua foto podes pôr o teu e-mail no dorso para que a pessoa que a retire possa fazer-te um comentário, e assim tornar o mural numa experiencia mais interactiva.
• As fotografias que sobrem serão retiradas pela organização e não serão utilizadas para nenhum outro fim.
***É possível que se tirem algumas fotografias para reprodução nalgum meio editorial e de comunicação.
por Bárbara Bom Angelo
Jaguar, Cássio Loredano, Ziraldo e Roberta Saraiva comentando os incríveis cartoons de Saul Steinberg. Tudo isso para divulgar a mostra Saul Steinberg – As aventuras da linha, que chega à Pinacoteca do Estado de São Paulo no dia 3 de setembro.
Steinberg ficou famoso pelas ilustrações publicadas na revista americana The New Yorker – que, por sinal, nunca decepciona nesse quesito.