por Bárbara Bom Angelo
Eu que fiz!
por Bárbara Bom Angelo
Bacana demais o documentário Vagarosa na Estrada, que acompanha a turnê da Céu pelos Estados Unidos e Rio de Janeiro. A edição e direção é de Bruno Granato.
Via With Lasers
por Bárbara Bom Angelo
Coisa linda esta de deixar as turbulências da vida moderna, se embrenhar em lugares remotos dos Estados Unidos e só ficar criando músicas com mais dois amigos. Essa ideia que eu gostaria de ter tido, junto com o talento musical que me falta, foi colocada em prática por James Downes, Brendon Thomas e Trevor Leonard – a banda The End of America.
Em outubro do ano passado, os nova-iorquinos lançaram o primeiro álbum, Steep Bay, que foi todo gravado como se fosse um registro, quase um documentário, no meio de uma das muitas viagens. As captações foram feitas próximas a um lago ao norte do estado de Nova York, sob a luz das estrelas e com um gravador de pilha.
O resultado foram nove músicas de um folk delicioso e com cheirinho de liberdade.
O álbum está a venda aqui, tanto em CD como em formato digital.
por Bárbara Bom Angelo
Minhas viagens a trabalho estão cada vez mais se consolidando como períodos de boas notícias sobre shows. Nessa última, que teve seu fim ontem, nada de nomes internacionais. O motivo de tanta alegria foi Jorge Ben ter se dobrado a mais uma investida do pessoal do Queremos - os responsáveis pelos shows no Rio do Belle & Sebastian, Mayer Hawthorne, Vampire Weekend, Two Door Cinema Club, Miike Snow e logo mais, no dia 17 de fevereiro, LCD Soundsystem.
Na sexta-feira (11), em um show no Morro da Urca, nosso querido Jorge anunciou que já está ensaiando música por música do lendário álbum para em breve apresentá-lo ao vivo na íntegra. Agora é esperar pela definição das datas e locais, o que não vai ser nada fácil para os mais de 1.300 seguidores da página Queremos “A Tábua de Esmeralda” ao vivo criada no Facebook.
A Tábua de Esmeralda foi lançado em 1974 e a inspiração para o álbum foi o texto de mesmo nome que é considerado a base da alquimia islâmica e ocidental e é creditado a Hermes Trismegisto. As 12 faixas são essas abaixo:
Ansiedade mode on.
Dois álbuns novos de duas cantoras conhecidas estão monopolizando meus fones de ouvido e os auto-falantes do carro: Mallu Magalhães, obviamente da Mallu Magalhães, e The Fall, da Norah Jones.
O primeiro veio em fase na qual é preciso provar, comprovar que o sucesso anterior não foi apenas um delírio coletivo passageiro. E fez isso muito bem. As treze faixas trazem a mesma voz delicada, quase fugidia, da menina de 17 anos, mas agora as músicas parecem mais íntimas, falam mais perto. Talvez sejam as seis letras cantadas em bom português ou a paixão que agora a domina e que fica evidente no CD inteiro.
E nada de melodias programadas para o sucesso instantâneo. Dessa vez é preciso ouvir com mais atenção, perceber os novos ritmos adicionados ao fiel folk, como os ecos de samba em Versinho de Número Um, valsa em Te Acho Tão Bonito e reggae em Shine Yellow. Ainda tem Make it Easy, feita para a mãe; a linda É Você Que Tem e O Heroí, o Marginal, inspirada no artista plástico Hélio Oiticica.
Já Norah Jones foi mais ousada. Trocou de instrumento, de corte de cabelo, de banda e terminou o namoro. E assim gravou um álbum que destoa totalmente dos três anteriores. Em The Fall, o piano não foi totalmente deixado de lado, mas cedeu um bom espaço à guitarra, o que deu um frescor a voz de mesmo tom doce e suave de sempre.
É daqueles CDs que não cansam, que podem ser colocados para tocar seguidamente sem o menor risco de enjoo. E a melhor de todas as faixas também é a mais bem humorada, Man of the Hour, uma declaração de amor para um cachorro. Fora essa, são mais 12 músicas, como Chasing Pirates, Young Blood e December, para deixar rolar por aí.
*** Aqui você pode fazer o download do novo ábum da Mallu Magalhães e aqui o da Norah Jones
por Bárbara Bom Angelo
Lulina tem uma voz mansa com um sotaque carregado de felicidade. Tem támbem uma doçura e letras despretensiosas. Tão sem compromisso em atingir um certo padrão, acabou trazendo verdade e um gostinho de humor aos meus ouvidos.
Ela vem lá do Recife e já lançou 9 discos caseiros, como me contou a Folha, mas só agora gravou o seu primeiro álbum em um estúdio. E foi com esse, Cristalina, que eu a conheci e me encantei. Achei o CD inteiro para baixar aqui, acompanhado de uma resenha pra lá de poética do Xico Sá.