Arquivo | Julho, 2009

Rodo a roda e o tempo roda

31 Jul
Minha cestinha e suas flores

Minha cestinha e suas flores

por Bárbara Bom Angelo

Entrava e saía da minha cabeça a imagem de uma bicicleta daquelas com cara de outra época, com cestinha na frente e guidão largo, bem antiguinha. Alguém veio e tirou ela de lá. Do meu pensamento veio se instalar sob meu pés. O melhor presente de todos. E não só por me agradar e roubar as coisas do plano das ideias, mas por ter toda uma preocupação com a minha insistência em ser sedentária. Desde então, ando obcecada por fotos de outros pares de rodas e com dias de sol para poder dar minhas voltas por aí.

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imagem: flickr_fee-fee-fiona

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imagem: flickr_malamutechaos

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Tudo ao pé da letra

31 Jul

por Bárbara Bom Angelo

Que tal se os videoclipes tivessem suas músicas substituídas por dublagens que contam exatamente o que está acontecendo na telinha?

Olhos e corações te seguem pelas ruas

30 Jul
Katie e sua lixeira

Katie e sua lixeira

por Bárbara Bom Angelo

Você acorda de manhã sentindo uma urgência em modificar o espaço onde vive e provocar o sorriso de pelo menos uma pessoa na rua? A fotógrafa Katie Sokoler sim. 

Ela já saiu pelas ruas do Brooklyn, em Nova York, colando pequenos corações rosas pelos lugares mais inusitados e, assim, criou pelo caminho cascatas de amor.

Antes disso, resolveu brincar com a sombra dos outros, bem ao estilo Peter Pan.  Você estava andando normalmente pela calçada, mas a sua outra parte tinha resolvido plantar bananeira.

Ela também já colocou grandes olhos observadores em bancos do metrô, lixeira e postes. Além de sair por aí tentando adivinhar o que se passava na cabeça das pessoas inserindo na paisagem aqueles balões de histórias em quadrinhos.

Vontade de acordar com a mesma determinação da Katie.

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Super Cool Market e o consumo responsável

30 Jul

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por Bárbara Bom Angelo

Depois do Uniform Project criado pela indiana Sheena Matheiken, eis que surge mais um incentivo para repensarmos a quantidade de roupas que compramos sem realmente precisar e uma boa solução para aquelas peças que não usamos a séculos: o Super Cool Market.

As três sócias: Samantha, Carla e Daniela

As três sócias: Samantha, Carla e Daniela

De acordo com a definição das três responsáveis pela a iniciativa, Daniela Kleiman, Carla Lamarca e Samantha Barbieri, trata-se de uma loja multidisciplinar – um espaço onde você pode vender os trajes que já não te agradam mais (e trocar por dinheiro ou crédito), comprar peças usadas e outras novas a preços bem bacanas e de estilistas iniciantes, assistir a shows, fazer cursos e visitar exposições. Ufa!

E além disso, as peças que não forem consideradas “comercializáveis” serão doadas para uma instituição beneficente, que é definda mês a mês. Em agosto, a escolhida é a Cidade Escola Aprendiz, um espaço educativo criado pelo Gilberto Dimenstein.

 Tudo para promover o consumo responsável.

*Dica da Kaka Gouvea, no B-Coolt dessa semana


Super Cool Market
rua Purpurina, 219 – Vila Madalena
Aberto de segunda à sexta, das 10h às 20h, e ao sábados, das 10h às 18h
(11) 3031-1663

Muzorama

29 Jul

por Bárbara Bom Angelo

Ótima animação em 3D baseada nas ilustrações do francês Muzo.

Brincando com nuvens

29 Jul

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Fotos do álbum SKYplay do Flickr. Via 100 mililitros

Porta-bandeira do asfalto

29 Jul

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por Bárbara Bom Angelo

Em meu caminho rotineiro para chegar à Trip, sempre encontrava a mesma vendedora de mapas no cruzamento da Brasil com a Rebouças. Durante o tempo em que esperava o sinal abrir, ficava imaginando o que poderia se passar por detrás daquela menina, que não devia ter mais de 16 anos. Talvez eu nunca chegue a saber quem realmente ela era e o que pensava, mas decidi chutar.

Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim

Os grandes olhos verdes tão caídos de cansaço parecem tristes. Talvez seja pelo que leva nas mãos. Os rolos que aprisionam o mundo inteiro em chatos papéis estão perdidos em meio a fones de ouvido, guarda-chuvas, chicletes e balas.

Não só os mapas estão deslocados. A porta-bandeira de todos os países não consegue se misturar à paisagem de homens-loja, que vão e vem entre os caros durante a presença do obstáculo vermelho.

A delicadeza com que prende os cabelos, deixando a nuca morena livre do calor e a favor do vento, nada lembra as cabeças raspadas que a cercam. Nem suas roupas são parecidas, apesar de terem o escritório em comum. Sol ou nuvens, a saia está sempre lá e é amparada por blusas muito simples e justas. O discurso também é outro. Sem palavras, mas com pequenas pedrinhas brancas presas a uma vermelha e grossa boca.

A timidez impede que se gabe do baixo preço ou da qualidade da mercadoria. Atrapalha até o seu andar e acaba escondendo, por detrás dos ombros curvados, o porte e a vocação de andarilha das passarelas e não do asfalto.

É tudo tão harmonioso naquele rosto e tão fora de lugar, que a ansiedade de voltar a se mexer some. A vontade é de parar, descer da redoma e ir até ela perguntar se a personagem que lhe dei vive realmente.

(Texto escrito em 2008)