A ocupação das tristes figuras

16 Jul

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por Natália Albertoni

Estiradas pelas paredes de arranha-céus cinzentos, as tristes figuras magrelas de Alexandros Vasmoulakis estranhamente dão vida às ruas da Grécia. Seus olhos amendoados coloridos por olheiras profundas esboçam o fim da esperança por dias melhores, ao mesmo tempo que manifestam uma revolução interna que pode brotar em cada um de nós.

Vasmoulakis se define em seu portfólio online, um estudante de arte que trabalha como freelancer e tem como principal objetivo se comunicar. Suas intervenções nada convencionais a dançar, flutuar ou repousar por enormes edifícios são de uma ousadia delicada e tocantes na sua simplicidade.

A individualidade típica dos capitalismo e dos tempos modernos traz consigo o vazio dos relacionamentos virtuais, da falta de intimidade, de curiosidade, de tempo. Para mim, a obra deste artista é o grito por respeito, por um segundo da nossa atenção, pelo esgotamento das situações com as quais não deveríamos nos acostumar.

Sem falar que, com certeza, são de parar o trânsito.

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