Da Amazônia para dentro

9 Dez

por Bárbara Bom Angelo

Foram 27 dias por aí. Ao sabor do vento de um teco-teco e de voadeiras frenéticas. Por um Brasil que até então não tinha voz definida para os meus ouvidos. Voltei com um conjunto novo de manchas pelos braços. Já que a pele fresca sempre se trai e vira instrumento de orquestras de zumbidos. Alguns pedaços das unhas de meus dedões ressecados também não escaparam do perigo. É, um tom de roxo forte tomou lhes o cantinho e não parece querer deixá-las tão cedo. Já os cabelos insistiram em aguentar o sol intenso e acabaram retornando ao lar bem mais clarinhos, quase dourados. A pele seguiu o mesmo caminho. Deu uma boa tostada e espantou o branco paulistano de vez. E dentro… bom, as coisas ainda estão se assentando, se encaixando nos moldes que agora estão mais largos, flexíveis ao desconhecido. Mas já está por aqui a sensação estranha de ter conhecido tantos sorrisos que provavelmente nunca mais se repetirão frente aos meus olhos.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: