Arquivo | Março, 2010

Arte de bolso

31 Mar
por Natália Albertoni

O que fica bem na tela de um celular? Fotografias da família, do gato, cachorro, passarinho. Capas de disco, livros, antigas embalagens, seus filmes preferidos. Uma exposição de arte?

Inspirada no livro Onde está o Wally?, Follow the Queen é a primeira exposição de arte desenvolvida para celular, especificamente, o iPhone. Por meio de um aplicativo que pode ser baixado de graça na Apple Store, o usuário pode acessar a galeria de imagens no próprio aparelho.

A graça nisso tudo, é que além dos artistas terem desenvolvido o projeto para este meio delicado e onipresente, esconderam uma “rainha” em cada um de seus trabalhos. Para fazer o passeio virtual interativo é preciso encontrar a tal rainha oculta em cada peça e então ter acesso a obra seguinte.

Desenvolvido por Queen Mob e Pomba Arts.

À espera de Diana

31 Mar

por Bárbara Bom Angelo

Logo logo ela vai ser minha e vai começar sua longa vidinha em grande estilo: passeando pela Europa.

Medo, não te quero mais

30 Mar

imagem: KeepCalmPosters

por Bárbara Bom Angelo

Antes dele partir vou me consumindo. São dias lutando para guardar certos pensamentos em lugares onde meu medo não alcance. Mas ele sempre chega lá e acaba trazendo o gosto rotineiro. É uma forma branca que cresce e apaga qualquer futuro no destino escolhido. Parece que a vida fica em suspenso, como se a saída não fosse mais uma opção. Torço a cabeça para ser racional. Sei que não há nada mais seguro, que o pior raramente acontece, que o reversor vai ser acionado e ele uma hora vai parar. Cabeça convencida, mas o resto do corpo se agita. E logo o trabalho mental vai todo embora. No lugar vem uma certeza sem cabimento, certeza de que meu pensamento é quem mantém ele ali, em paz a cortar as nuvens. Quem sabe não é verdade? Quem sabe pedacinhos do meus desejos de chegar ao chão em segurança não se materializem em pequenos grãos que acabam envolvendo-o em proteção? Delírio? Talvez. Mas é o que vem me acalmando nesses tempos de decolagens constantes na minha vida. É o esforço de me tornar mais dona de mim.

Como ser simples e arrebatadora

30 Mar

por Bárbara Bom Angelo

“Pensava aí desenhava”. E simplesmente assim, Luiza Crosman foi preenchendo seu Carnet d’ Esquisse com riscos leves e sem nenhum frufru. São lembretes, divagações e pequenas epifanias que têm a missão de fazer o dia mais doce, mais real, mais perceptível aos olhos.

Quer mais? Todas as páginas podem ser vistas no Flickr da moça.

Sociedade hipócrita, só lembra de ser brasileiro na Copa

29 Mar


por Maria Fernanda Pugliesi

Já dizia o rapper Mv Bill, “sociedade hipócrita, só lembra de ser brasileiro na Copa ”.

Mas tem como não ser contagiado com esse clima? Esse país que respira futebol merece ter pelo menos uma coisa para acreditar cegamente, o possível HEXA CAMPEONATO MUNDIAL.

Existem aqueles que não acompanham esporte, existem aqueles que preferem basquete, golfe ou natação a futebol, mas existem aqueles apaixonados por ver uma bola rolando, um lance brilhante, um gol de letra, e esses, com certeza, são pessoas mais felizes.

Tomada por essa atmosfera viciante, surge mais um espaço reservado aos apreciadores do futebol e aos ansiosos pela chegada da Copa do Mundo de 2010.

Clipe Mv Bill- Só mais um maluco (Camisa de Força), Festival Hutúz:

“Minha loucura é simples de ser compreendida.’’

*Sou Maria Fernanda Pugliesi, estudante de Relações Públicas, apaixonada pelo São Paulo Futebol Clube, mas acima de tudo, pelo belo futebol. Impulsionada pela euforia que antecede a Copa do Mundo de 2010, ocupo este espaço aberto no Blog Verdades Particulares, a fim de expor algumas curiosidades e opiniões.

Música, tipografia e filosofia

29 Mar

por Bárbara Bom Angelo

É nisso que dá a combinação de bom gosto musical e bom gosto para fontes tipográficas: o projeto Music Philosophy. E antes que você pense que se trata de uma ideia saída da cabeça de um gringo, pense de novo. O responsável por trás destes pôsters pra lá de bacanas é o designer brasileiro Mico Toledo. Outros trabalhos podem ser vistos no Flickr do moço.

Dica do Petiscos.

E o Camera Obscura vem aí!

29 Mar

por Bárbara Bom Angelo

Como é bom voltar de mais um temporada na Amazônia, ficar horas colocando as leituras em dia e deparar com a notícia de que o Camera Obscura vai fazer show aqui em São Paulo (tudo indica que vai ser no CB Bar). E o melhor de tudo é que a notícia foi dada no twitter da própria banda. Então, o dia 27 de maio acabou de ser bloqueado na minha agenda.

Missão cumprida

28 Mar


Dica do Coisa Semanal.

Novos Baianos F.C. para seu domingo ir bem

28 Mar

por Bárbara Bom Angelo

Ficou com vontade de assistir o documentário Novos Baianos F.C., que foi exibido ontem, em sessão única, no MIS? Até então o filme de Solano Ribeiro, gravado em 1973, era inédito nas salas de cinema, mas na internet… já tava rolando há mais de um ano. E assim, você pode saborear uma das melhores bandas dessa terrinha verde e amarela no conforto do seu sofá nesse domingo.

obs: Ao final dos vídeos, coloquei o texto que Ronaldo Evangelista escreveu para a Folha de ontem, já que é aberto somente para assinantes. Ótimo, como sempre.

***

27/03/10

Sociedade alternativa

“Novos Baianos F.C.”, que passa hoje no festival In-Edit, traz grupo nos anos 70, quando vivia em sítio comunitário

RONALDO EVANGELISTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os pássaros cantam e o Sol nasce em Jacarepaguá em um dia de 1973. Na primeira casa, acordam o casal Paulinho Boca de Cantor e Marilinha e os filhos Maria e Gil. Quase em frente, Moraes Moreira e Marília, com os filhos Ciça e Davi. Lá no fundo, em uma casa, Luiz Galvão, na outra, Baby do Brasil, então Consuelo. Ainda em outra, os percussionistas Bola, Jorginho e Charles e os outros solteiros acampados no primeiro andar. Todos fazem café, as crianças tomam banho no quintal, uma massagem aqui, uma panela no fogo ali. Alguns batucam um tamborim, um cavaquinho ou violão. E, a qualquer hora, o dia inteiro, futebol. Se não tocavam, jogavam bola.

Era o sítio Cantinho do Vovô, no povoado Boca do Mato, estrada dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro. Onde se instalaram os Novos Baianos mais esposas, filhos, amigos e tantos agregados, na época do sucesso de “Acabou Chorare” e enquanto preparavam o disco seguinte, “Novos Baianos F.C.”.

Neste momento entra em cena, câmeras, sonoplastas e equipe a postos, Solano Ribeiro, produzindo e dirigindo documentários para a televisão alemã. Alguns anos antes, Solano estava por trás dos famosos Festivais de Música Brasileira, agora produzia como free-lance projetos como esse.

Dez dias acompanhando a vida dos Novos Baianos em comunidade hippie e o resultado é o revelador e quase inédito documentário “Novos Baianos F.C”, em exibição única hoje, com participação do diretor e do produtor musical Zuza Homem de Mello.

“Quando fiz a primeira proposta, achei que não ia ter filme”, conta Solano. “Os Novos Baianos eram inadministráveis. Mas eu falei: “Vamos fazer uma coisa? Vocês fiquem aqui e eu venho todo dia com a equipe alemã, a gente se instala e vamos documentando a vida de vocês”. Foi a única maneira que encontrei de fazer o filme, registrar tudo naturalmente.”

Inédito no Brasil há mais de 30 anos, mas cult na internet (mais de 500 mil visualizações no YouTube), o documentário traz caprichada filmagem, captada em película e montada e finalizada na Alemanha, intercalando imagens plácidas e naturalistas dos artistas jogando, brincando e tocando, joviais e geniais, com locução de Solano sobre textos dele e de Galvão.

Tudo muito neossocialista e libertário, mas também muito limpo, organizado, cuidadoso e com alguns dos nossos músicos mais incríveis em ponto de ebulição. “Fico muito feliz de ver que é um registro do melhor momento da música dos Novos Baianos”, nota o diretor.

“Eu sabia que, naquele momento, era o que estava acontecendo de mais interessante pra mostrar pra fora do Brasil. Não só pelo estilo de vida deles, mas pela música muito rica que faziam. Tinham uma ligação forte com a música brasileira, música antiga, mas tudo apresentado de uma maneira e com uma instrumentação nova.”

Sem falar no campo: eles se achavam melhores jogadores de futebol do que músicos. As imagens de jogos mostram a seriedade do negócio. E a única condição imposta pela banda, também, que a filmagem acabasse antes do jogo do Vasco.

“Eles me disseram, “Bicho, se você não terminar aqui, nós vamos largar você com as câmeras ligadas e vamos pro jogo'”, ri Solano. “A gente vê no filme, minutos antes de saírem, eles tocando “Besta É Tu”. Número musical que acho dos mais extraordinários, com o Galvão dançando no fundo, que mostra a cabeça e o espírito desses caras.”

O grande dilema

25 Mar


por Natália Albertoni

Você só estava guardando aquele último pedacinho suculento, com mais recheio, menos massa. Um infeliz descuido o leva ao chão em segundos irreversíveis. A sensação só não é pior do que, quando em situação semelhante, você perde o tal pedacinho para um parente-amigo-colega-de-trabalho-sem-noção que o abocanha sem dó nem piedade.

O rosto se direciona para o piso. Olhos caídos, mas esperançosos vasculham o entorno. Não há ninguém em volta? A comida não era grudenta? O gato não lambeu? Então pode dar aquela assopradinha básica e comer com gosto!

via Kiss of Death.