Relatos de uma são paulina

12 Abr


Semifinal do Campeonato Paulista (São Paulo 2 x 3 Santos, no Morumbi)

por Maria Fernanda Pugliesi

São Paulo e Santos fizeram um jogo daqueles na primeira partida da Semifinal do Paulistão 2010. Infelizmente não pude participar da vibração nas arquibancadas do Morumbi, mas com certeza as janelas vizinhas ouviram os gritos alucinados de pai e filha.

A equipe tricolor entrou em campo, com a camiseta principal, para enfrentar os mais falados meninos da Vila, que jogaram um verdadeiro futebol arte nos últimos meses. Uma defesa forte contra um ataque rápido e criativo.

O duelo

O jogo começou com os dois times movimentando a bola, criando espaços, marcação forte e correria para propor alternativas dentro do campo, até que Neymar acertou belo passe para Léo Lima e o Júnior Cesar empurrou a bola para dentro. Presta atenção, segundo gol contra em três jogos, é demais, não?

O árbitro do jogo era Marcelo Rogério, um ‘level one’, principiante, que se meteu a besta de apitar um clássico desse. (Devia ter pegado a gripe do porco e assistido o jogo em casa.) Perdeu o controle da partida, os jogadores deitaram e rolaram e os cartões amarelos também. O cheiro de vermelho estava no ar, tanto que, aos 33 minutos, Marlos foi expulso. Confesso, para a alegria dos sádicos adversários, que as minhas lágrimas caíram neste momento, o coração ficou apertado.

Com o jogo mais aberto, o Santos criou boa oportunidade com Neymar pela lateral esquerda e André marcou de cabeça o segundo gol. O segundo tempo começou com mudança no time da casa: Cicinho no lugar de Wasginton, boa sacada de Ricardo Gomes, que deixou a saída de bola mais rápida e continuou com um meio de campo compacto. Hernanes, como há muito tempo não fazia, chamou o jogo pra ele e aos 7 minutos acertou uma bola traiçoeira no canto esquerdo do gol de Felipe.

O time santista estava perdido dentro de campo. Nem mesmo Robinho, que na última entrevista coletiva afirmou que nunca havia jogado em um time tão bom quanto o Santos (Oi? Seleção Brasileira? Real Madrid?), sabia o que fazer. Assim começou a reação tricolor. Cicinho acertou ótimo cruzamento na cabeça de Dagoberto que converteu e empatou a partida, aos 21 minutos.

A alegria durou 23 minutos. Durval cabeceou para dentro do gol de Rogério Ceni, aos 44 do segundo tempo e sacramentou a vitória do Peixe. Mas eu ainda coloco fé!  Jogou com muita dignidade o meu time. Vislumbro como possível a vitória na Vila Belmiro, apesar de difícil. Agora é esperar o próximo domingo, dia 18, e ver mais um grande clássico para os fanáticos por futebol.


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