Arquivo | Agosto, 2011

Publicidade tem receita?

30 Ago

Música do dia | Michael Kiwanuka

29 Ago

Voz e canção soul deliciosa.

A despedida e os ensinamentos de Steve Jobs

25 Ago

por Natália Albertoni

É o fim de uma era, alguns dizem. Com a renúncia de Steve Jobs como CEO, as previsões para um futuro sombrio na área da tecnologia são muitas, mesmo que em sua carta-despedida ele tenha afirmado que “os dias mais brilhantes e inovadores da Apple ainda estão por vir”.

A notícia gerou um buzz interno na agência em que trabalho. Mensagens, links, vídeos. Resolvi dividir aqui o que achei de mais interessante porque serve de motivação para quem está na luta para se descobrir e demarcar seu espaço nesse mundão predador.

O vídeo que abre esse texto é o registro do discurso de formatura que Steve proclamou para a turma de 2005 da Stanford, uma das faculdades mais renomadas dos Estados Unidos. Tem 15 minutos. Vale cada segundo.

Abaixo, segue um depoimento do Vic Gundotra, VP de Engenharia do Google, sobre este homenzinho agora quase esquelético que revolucionou o planeta à sua maneira. Está em inglês, mas é curtinho, fácil de ler e inspirador. Deliciem-se.

“Icon Ambulance

One Sunday morning, January 6th, 2008 I was attending religious services when my cell phone vibrated. As discreetly as possible, I checked the phone and noticed that my phone said “Caller ID unknown”. I choose to ignore.

After services, as I was walking to my car with my family, I checked my cell phone messages. The message left was from Steve Jobs. “Vic, can you call me at home? I have something urgent to discuss” it said. 

Before I even reached my car, I called Steve Jobs back. I was responsible for all mobile applications at Google, and in that role, had regular dealings with Steve. It was one of the perks of the job. 

“Hey Steve – this is Vic”, I said. “I’m sorry I didn’t answer your call earlier. I was in religious services, and the caller ID said unknown, so I didn’t pick up”. 

Steve laughed. He said, “Vic, unless the Caller ID said ‘GOD’, you should never pick up during services”. 

I laughed nervously. After all, while it was customary for Steve to call during the week upset about something, it was unusual for him to call me on Sunday and ask me to call his home. I wondered what was so important?

“So Vic, we have an urgent issue, one that I need addressed right away. I’ve already assigned someone from my team to help you, and I hope you can fix this tomorrow” said Steve. 

“I’ve been looking at the Google logo on the iPhone and I’m not happy with the icon. The second O in Google doesn’t have the right yellow gradient. It’s just wrong and I’m going to have Greg fix it tomorrow. Is that okay with you?”

Of course this was okay with me. A few minutes later on that Sunday I received an email from Steve with the subject “Icon Ambulance”. The email directed me to work with Greg Christie to fix the icon. 

Since I was 11 years old and fell in love with an Apple II, I have dozens of stories to tell about Apple products. They have been a part of my life for decades. Even when I worked for 15 years for Bill Gates at Microsoft, I had a huge admiration for Steve and what Apple had produced. 

But in the end, when I think about leadership, passion and attention to detail, I think back to the call I received from Steve Jobs on a Sunday morning in January. It was a lesson I’ll never forget. CEOs should care about details. Even shades of yellow. On a Sunday.

To one of the greatest leaders I’ve ever met, my prayers and hopes are with you Steve.”

Tudo o que você faz terá alguma relação no futuro. A conexão desses pontos não é visível hoje porque não faz sentindo olhando para frente e sim para trás. Por isso, você tem que confiar em alguma coisa: em karma, destino, sua vida, sua intuição. Você precisa achar o que você ama, só assim será feliz. São os grandes ensinamentos desse que sai de cena para entrar na história.

A felicidade de Marcelo Jeneci

25 Ago

Música do dia | Benjamin Francis Leftwich

24 Ago

#11 Moleskine dos outros

24 Ago

 

por Bárbara Bom Angelo

Otávio Suriani tem 21 anos e está no terceiro ano de Cinema na FAAP. É, ele faz cinema, diria Chico Buarque. E ele faz também anotações frenéticas, desenhos charmosos e rabiscos soltos em seus moleskines.

Abaixo você pode conhecer um pouco mais dele e esquecer de que é tão jovem assim. As respostas tem um quê de alma antiga.

Onde mora o corpo? Planeta Terra, Brasil, São Paulo. Se não conhecer é só procurar no Google Earth que lá é fácil de achar. Aí dá um zoom-in em algum carro parado no trânsito. Se não for eu, deve ser alguém parecido.

Onde mora o coração? Dentro do corpo descrito acima.

O que tem nos seus moleskines? Desenhos, escritos, anotações…um pouco de tudo.

Fazer cinema no Brasil é… Foda. É como apertar um parafuso com um martelo.

Todos têm algum filme que gostam secretamente, aquele que não deveríamos nem assistir. Qual a sua paixão trash? Quando o filme é ruim, não dá nem pra gostar… Acho que aqueles que escondem o verdadeiro gosto, em qualquer coisa, querem criar um imagem de si mesmo compatível com alguma construção ideológico-cultural na qual não se encaixam, mas querem fazer parte. Uma espécie mais radical de ser-para-o-outro. Mas, pra não deixar a pergunta sem resposta, já que estamos falando em trash, Videodrome do Cronenberg é bem trash, mas é ótimo. Os filmes da Boca do Lixo também são trash e sensacionais, assim como todo cinema marginal brasileiro. E, afinal, quem não dá umas risadas com uma bela pornochanchada…

E o melhor de todos? Terra em Transe, do Glauber Rocha.

Qual a trilha sonora da sua vida atual? Jazz e barulho de obras.

Algum projeto em andamento? Uns filmes, uns roteiros… O de sempre.

Onde foi a parar a pessoa que você queria ser? Ainda nem sei a pessoa que eu quero ser.

Qual o melhor gosto da infância? Camarão à provençal, milho de praia, água de coco.

Onde está o Wall-e?

22 Ago

Clique na imagem para ampliar.
Via

#10 Moleskine dos outros

19 Ago

por Natália Albertoni

Ela vive mudando. O que coloca no prato, quem envolve nos braços, o estilo das roupas, o tamanho e a cor dos cabelos. Quase uma personificação da Metamorfose Ambulante do Raul, Verônica Gabriela gosta das variantes que se permite ser.

Aos (quase) 25 anos, a irmã de Leonardo Marcelo, filha da Magdalena Rita e do Bruno Claudio, não faz parte de novela mexicana, tampouco tem sonho de Cinderela moderna. Aliás, nem faz muitas previsões. Esta mais segura, meditativa e pé no chão. Dos questionamentos que aprendeu a fazer a si própria, percebeu que o lance é se perguntar sempre e cada vez mais.

Seu moleskine é herança dos tempos da faculdade de Moda cursada na Santa Marcelina. Lá, nada de velhas opiniões formadas sobre tudo. Mas pensamentos “devoções, intimidades e pornografias”. Abaixo ela abre suas páginas para você. Está preparado?

Como explicaria o seu trabalho para sua mãe? Mãe, eu trabalho com comunicação de Moda pela Internet, pelas redes sociais e lojas online. Ponto.

Você já morou no Paraguai. Do que sente falta de lá? Sinto falta das baladas com meus primos e dos domingos de ressaca nos almoços de família. Da paparicação dos meus tios. Da vista do meu quarto para o jardim, das comidas típicas, do verão matador com direito a siestas. E, frequentemente, sinto falta de tudo que é mais barato, tipo estojo de 32 cores da Staedler por 52 mil guaranies (16 reais).

Ainda fala espanhol em casa? Quando eu brigo com a minha mãe ou quando eu quero que ela entenda de uma vez por todas o que eu estou dizendo.

Qual é o seu lugar preferido no mundo que você conhece? The poor, but sexy Berlin.

Quando você comprou seu primeiro Moleskine? Lembra por quê? Comprei no primeiro ano de faculdade, incentivo dos professores pra ser nosso caderno “do imaginário”.

O que guarda neles? Tudo que dê pra colocar dentro de um caderno, flores inclusive.

No moleskine, o que são seus desenhos? E suas frases soltas? Plagiando Xico Sá, meu moleskine tem “catecismo de devoções, intimidades e pornografias”. Os desenhos normalmente são de observação, mas também tem rabiscos sem nexo. As frases, as significativas, são as que eu trato como lembretes pra vida. Escrevo em letras maiores. Minha memória é péssima.

Abriria seu caderninho para qualquer pessoa? Sim, se ela estiver preparada pra ver.

Alguma ideia impressa já saiu do papel? Está saindo do papel! A minha loja-projeto de vida “We Are Indigo”.

Tem saudades de algo que você não viveu? Não. Tenho como meta cumprir todos meus sonhos, se eu colocar eles na caixinha “saudade” vai ser como assumir que fracassei.

O que influencia o seu estilo de vida? Meus amigos e amores.

E seu estilo, qual é? Gosto de liberdade, de não me prender ao “eu sou”. O que é mutável me agrada e sem isso eu simplesmente desapareço.

Como é trabalhar com moda no Brasil? Por horas é muito interessante, por horas é extremamente brochante. Requer muito equilíbrio pra não cair na ladainha e lábia de quem acha que dominou o mundo.

Se sua vida fosse um filme como seria a primeira cena?

Li um texto seu sobre a “crise dos 25”. Algumas das suas previsões para esta fase da vida não se concretizaram. Arriscaria uma nova lista para quando chegar aos 30? Ainda bem que não se concretizaram! Eram metas feitas numa base errada, estou muito feliz de chegar aos 25 com a cabeça que tenho hoje. A meta atual é ser livre, enxergar a vida com mais clareza e lucidez. E que isso dure até o dia em que eu morrer!

Música do dia | The Love Language

17 Ago

por Natália Albertoni

Delícia dançante para animar sua manhã, dar forças no fim da tarde, encantar o dia.

Documentário Bed Peace, de Yoko e Lennon, liberado na íntegra até dia 21

15 Ago

por Bárbara Bom Angelo

Em 1969, John Lennon e Yoko Ono passaram uma semana deitados em uma cama para protestar contra a Guerra do Vietnã. E desde este sábado (13), o produto final dessa iniciativa de 42 anos atrás, o documentário Bed Peace, está disponível na íntegra pelo YouTube. Aproveite a chance porque ele fica no ar só até dia 21 de agosto.

Serão cerca de 70 minutos muito bem gastos do seu dia.

Via Rock ‘n’ Beats