#9 Moleskine dos outros

10 Ago

 

por Bárbara Bom Angelo

O rosto do Dida Louvise tem ossos angulosos que dão a ideia de dureza, de seriedade, até mesmo de braveza. A altura também ajuda a compor a imagem. Ele é daqueles que você tem que ficar na ponta do pé para dar oi.

Só que tudo não passa de impressão. O coração é mole mole, igual manteiga fora da geladeira. É um amigo querido, uma pessoa incapaz de qualquer mal. E é mais um planner para a coleção e mais um que carrega os moleskines para cima e para baixo – em reuniões chatas, em viagens pelo mundo, em qualquer lugar onde haja um tempinho para deixar os pensamentos fugirem para o papel.

Abaixo você confere o que o Diogenes, ops, o Dida, guarda em seus caderninhos

Onde mora o corpo? Na nossa mente. Nosso corpo tende a ser um reflexo do nosso estado mental. Pode parecer estranho, mas é a cabeça quem dá o tom, pode reparar… Na doença, na saúde, na parte estética. Ou vai dizer que vc encontra um monte de yogis gordinhos por aí?😉

Onde mora o coração? Essa é difícil, não é à toa que eu tive que respondê-la por último. O meu hoje não mora em lugar nenhum, mas tem dado umas boas voltas com a razão… Se faz bem eu não sei. Espero que ele aprenda alguma coisa, mas também espero que não dure muito tempo.

O que tem nos seus moleskines? Anotações de reuniões, pensamentos (sobre o que for), rabiscos e formas tribais desenhadas em reuniões chatas. Eles também já tiveram algumas anotações de sonhos, letras de músicas, lugares para visitar em viagens e até versos soltos.

Chamar Diogenes me fez… um monte de coisas. Acho que me tornou mais modesto pra muita coisa e me ajudou a criar um senso de empatia maior, sabe? Aquela história de “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você”. E como a primeira chamada na nova escola me ensinou nesse sentido, todo mundo te olhando com aquela cara e você lá…E olha que eu mudei algumas vezes de colégio.

Mas chamar Diogenes também me fez valorizar o significado do meu nome com o passar do tempo – joga no google, legal bagarai🙂 –  e a história dele na minha família (meu avô e meu pai também se chamam Diogenes). Ah, também tem o lado legal da história: não me faltam apelidos.

A vontade mais forte do momento é… escutar o novo CD do Red Hot Chili Peppers. Do início ao fim. Non stop. Uma música atrás da outra.

Correr, correr, correr até chegar em qual lugar? Hoje eu não sei, mas acho que isso é o mais legal da história toda. Só sei que quando corro eu fico mais tranquilo, penso em tudo, não penso em nada, rola uma paz…
Tem uma coisa meio “the journey is the destination“. E eu vou correndo. Simples assim.

Eu, você e o medo de avião. Dá pra superar? O que te acalma quando mais nada depende de vc? Eu espero que dê, senão vai ser osso. Tem muitos lugares que ainda quero conhecer. Agora, o que me acalma? Rezo, mentalizo, chamo orixás, guias, o que for, mas isso não quer dizer que eu fique muito mais calmo, não.

Onde foi parar a pessoa que você queria ser?
Lá atrás.
Amanhã melhor que ontem e hoje. Sempre.
E assim a vida segue.

Qual o melhor gosto da infância?
Amendoim doce torrado na companhia do meu avô, saindo de um metrô no Rio de Janeiro.

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