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#EuSouGay, o projeto

13 Abr

por Bárbara Bom Angelo

Vi no don’t touch my moleskine e me encantei com a iniciativa liderada por Carol Almeida:

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.

Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.

Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.

E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.

Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.

Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?

Quero então compartilhar essa ideia com todos.

Sejamos gays.

Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY

Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:

1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY

2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com

3) E só :-)

Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.

A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com LeiteEu Não Quero Voltar Sozinho.

Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.

As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.

Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.

As fotos do Oh Oh!

27 Jul

por Bárbara Bom Angelo

A Dani Arrais, do Don’t Touch My Moleskine, e o Cláudio Silvano, do Anorak, lançaram ontem o zine de fotografias Oh Oh!. Os dois criaram um grupo no Flickr e selecionaram as fotos mais bacanas postadas pela galera. E assim surgiu essa primeira edição, que você confere aqui.

E o mais legal é a explicação deles para o projeto:

A gente gosta de foto errada. Com enquadramento torto, luz estourada e com aquela textura que só é possível com o negativo. Foto de gente normal, sem cara de capa de revista, sem corpo de quem malhou horas no Photoshop. A gente gosta de imagem que emociona, que não precisa ser tecnicamente perfeita para encher os olhos. A gente gosta de simplicidade. De ter uma câmera nas mãos para captar um momento do dia, da vida ou do coração. A gente gosta de registrar pedacinhos do mundo que nem sempre ganham os holofotes. Aquele carrinho de supermercado esquecido no canto, a cara de sono que chega a ter um tracinho do lençol. A gente gosta de simplicidade. De verdade. E de fotos bonitas.

O Oh Oh surgiu em uma madrugada insone no Gtalk, quando nos demos conta de que gostamos do mesmo tipo de fotografia. Apelidamos o conjunto da obra de “estética Flickr”, pois é no site de compartilhamento de imagens que encontramos nossas maiores inspirações. Nada mais natural do que usar o próprio Flickr para reunir as imagens que compõem o zine. Criamos um grupo, mais de 400 pessoas se inscreveram nele e mandaram cerca de 2.600 fotos. Aqui, a gente faz uma seleção baseada, pura e simplesmente, no encantamento que sentimos ao olhar cada uma delas.

Entendeu ou quer que eu desenhe?

1 Set

learn8

por Bárbara Bom Angelo

Pílulas diárias de conhecimento ilustrado. No Learn Something Everyday.

*Dica do don’t touch my moleskine

learn7

learn4

learn5

learn3

Porque eu sou sincero…

8 Jul

friends

por Bárbara Bom Angelo

Que tal esses cartões do Gramkin Paper Studio? Ideal para quando nos faltam palavras ou coragem para dar um tchau às almas inconvenientes.

no

single

suck

sorry

day

Via don’t touch my moleskine