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Gif lindo dia | A primeira noite de um homem

15 Dez

É Possível: o manifesto basqueteiro

3 Set

por Natália Albertoni

O teaser acima é uma prévia do curta É Possível, que tem roteiro de Victor Navas (Carandiru e Cazuza – O Tempo não Para). O filme tem como protagonistas Damiris e Raulzinho, grandes promessas do basquete brasileiro, além dos MCs Emicida, Xará e Pixote, e o artista Toddy.

A produção intercala imagens da cena urbana nacional e do basquete com inserções de animação. A melodia ritmada com batidas de hip hop foi criada pelos músicos especialmente para o curta a partir de um manifesto que conta a história de superação do povo brasileiro.

Créditos para a originalidade do título para a Patrícia Colombo, da Rolling Stone Brasil.

Uma dica para os que se distraem facilmente

28 Jul

por Bárbara Bom Angelo

A diretora Miranda July fez o curta acima para divulgar o lançamento do seu novo filme, The Future, que estreia amanhã nos Estados Unidos.
Dica preciosa, ainda mais para alguém que entra em férias a partir desta segunda-feira.

É impossível enjoar de (500) dias com ela

19 Jul

Vi aqui.

50/50, o novo filme de Joseph Gordon-Levitt e Seth Rogen

30 Jun



Já para a lista “dá para estrear logo?”.

Meia Noite em Paris e a saudade

20 Jun

por Bárbara Bom Angelo

Desde que li o texto Minhas coisas favoritas, do Nicolas Vargas do Brainstorm #9, não parei de pensar na saudade como forma de estímulo.

Sou uma saudosista de primeira. Tenho saudade de tudo: da casa antiga, do primeiro carro, dos meus avós, do meu pai, de coisas que nunca vivi. O bom é que não é uma falta que machuca, que incomoda. É uma falta que me inspira, seja a escrever, a pesquisar, a me aproximar daquilo que já não posso mais ter por perto.

E esse sentimento, em especial a saudade do que nunca foi meu, do que nunca experimentei, ficou latejando em mim depois de ver o novo filme do Woody Allen, Meia Noite em Paris.

Apesar de perceber o que viver no passado pode trazer de ruim, não deixei de morrer de inveja do personagem principal, Gil Pender (Owen Wilson), que consegue por meio de uma carro/máquina do tempo encontrar os incríveis Hemingway, Fitzgerald, Dalí, Degas, Picasso, Buñuel, Gauguin e aproveitar a Paris dos anos 20 com que tanto sonhava e se perdia.

O filme é lindo, ainda mais para quem já conhece Paris. Se um dia eu voltar para lá, vou tentar a sorte no momento das doze baladas, sentadinha numa escada, só aguardando que um carro antigo me leve até onde meus devaneios conseguem ir.

Um Dia, o livro mais bonito da cidade

17 Jun

 

por Bárbara Bom Angelo

Os mais desatentos vão passar por Um Dia, de David Nicholls, e achar que se trata de um livro de mulherzinha, no pior sentido que dão a esta palavra. Talvez uma história água com açúcar, cheia de clichês, quem sabe vampiros. Por que não? Estão tão em alta.

Sei disso porque despejei sobre a capa do livro todos os meus preconceitos. E olha que eu já tinha lido inúmeras resenhas positivas sobre ele. Mas quando me encontrei frente a frente com a obra de Nicholls achei que tinha me enganado.E não sei nem explicar o porquê. Acho que esperava algo mais low profile, uma capa um pouco mais enigmática. Enfim, preconceitos e mais preconceitos.

Bom, nem preciso dizer que mordi a língua com muito gosto. E logo no começo. Foi abrir o livro e me deparar com milhares de indicações, das melhores que se pode ter, e comecei a pensar que tinha mais ali do que a embalagem sugeria. A frase que mais chamou a minha atenção foi a do também escritor e britânico Nick Hornby.

Nick Hornby é Deus para mim. Absolutamente amo todos os seus livros, roteiros, composições… E se ele dizia que aquele livro era cativante, inteligente e espirituoso, eu precisava pelo menos dar uma espiada. Enfim, Um Dia é delicioso. Li em menos de uma semana o livro que conta em pílulas a história de Dexter e Emma.

Todo ano no mesmo dia, 15 de julho, somos impelidos a descobrir como estão esses dois amigos, que depois de dormirem juntos no dia da formatura constroem uma relação complexa e sincera.

E nada de assuntos pesados, ler as páginas escritas por Nicholls é uma experiência de observação, de como aqueles personagens crescem ao longo dos anos, como eles se afundam em dúvidas, depressão e drogas. De como eles se distanciam do futuro que traçaram para depois encontrá-lo na esquina, totalmente alterado ou incrivelmente idêntico.

O autor tem uma narrativa sincera, direta, irônica, bem humorada, cheia de referências musicais, livros clássicos – o que lembra, e muito, o estilo de Nick Hornby. Em alguns momentos de Dexter é impossível não se lembrar de Will, personagem central de Um Grande Garoto, que foi interpretado no cinema por Hugh Grant.

Esbocei muitas resenhas como esta, mas agora no fim percebi que bastava dizer pouco, uma frase, quase uma indicação como as tantas outras que dominam o livro: é uma das melhores coisas que já li. Estou com um aperto no peito por ele ter acabado. É normal ficar tão dependente de um livro assim? Deveria ter vencido cada frase a conta gotas para ele durar mais.

***

ah, Um Dia já virou filme, mas estreia só em agosto. Veja o trailer abaixo: