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Paris x Nova York: o blog que virou livro

9 Fev

por Natália Albertoni

Lembra que falamos aqui sobre a série de ilustrações de Vahram Muratyan? O blog que faz comparações coloridas e bem humoradas entre Paris e Nova York fez tanto sucesso que agora ganha versão impressa.

Paris Versus New York: A Tally Of Two Cities foi editada pela Penguin Books e já está à venda no site da editora que infelizmente não entrega no Brasil. Mas há uma esperança, está disponível na Amazon.com por US$ 13,60, precinho promocional.

Segue abaixo a capa da obra e um pouco do que é possível encontrar nas 224 páginas recheadas de imagens minimalistas.

Via FFW.

O amor é uma playlist infinita

4 Ago

por Bárbara Bom Angelo

Amor sem música é um amor chato. O bom é aquele carregado de letras de canções enviadas por e-mail, em cartinhas ou mensagens no meio de uma madrugada. De faixas que te remetem para o momento exato em que percebeu que não queria mais ter aquela pessoa longe. De melodias que os dois murmuram juntos enquanto o carro segue pela estrada.

Rob Sheffield, crítico musical e colunista da Rolling Stone, sabe muito bem disso. Tanto que resolveu contar a sua história e a do seu amor por Renée Crist a partir de 22 mix tapes e assim acabou criando o livro Love is a Mix Tape: Life and Loss, One Song at a Time – que foi lançado em 2007 e logo se tornou um best-seller.

Renée não era apenas o amor da sua vida. Foi ela quem o incentivou a viver, quem o tirou do mundo fechado onde se escondia. Ele era tímido. Gostava apenas de imaginar as coisas, não precisava colocá-las em prática. Renée não pensava, fazia. E tudo ao mesmo tempo. O que os ligava era a paixão pela música, mesmo que não concordassem com alguns sons – The Smiths, por exemplo. Ela os odiava.

Renée morreu em 1997. Teve uma embolia pulmonar e se foi de repente, deixando fitas, textos e fotos espalhadas. Sheffield encontrou a sanidade ao entrar em contato com o que ela tinha largado para trás e, principalmente, com as músicas que moldaram a história dos dois desde 1989.

Prova de que todo grande amor pode ser guardado aos poucos em playlists infinitas.

* Faz quatro anos que o livro foi publicado nos Estados Unidos, mas nada de lançarem uma versão em português. O melhor jeito de comprá-lo é pela Amazon, já que nas livrarias nacionais os exemplares estão sempre esgotados ou demoram meses para chegar. E em 2010, Sheffield lançou Talking to Girls about Duran Duran. Direto para a lista de desejos.

Um Dia, o livro mais bonito da cidade

17 Jun

 

por Bárbara Bom Angelo

Os mais desatentos vão passar por Um Dia, de David Nicholls, e achar que se trata de um livro de mulherzinha, no pior sentido que dão a esta palavra. Talvez uma história água com açúcar, cheia de clichês, quem sabe vampiros. Por que não? Estão tão em alta.

Sei disso porque despejei sobre a capa do livro todos os meus preconceitos. E olha que eu já tinha lido inúmeras resenhas positivas sobre ele. Mas quando me encontrei frente a frente com a obra de Nicholls achei que tinha me enganado.E não sei nem explicar o porquê. Acho que esperava algo mais low profile, uma capa um pouco mais enigmática. Enfim, preconceitos e mais preconceitos.

Bom, nem preciso dizer que mordi a língua com muito gosto. E logo no começo. Foi abrir o livro e me deparar com milhares de indicações, das melhores que se pode ter, e comecei a pensar que tinha mais ali do que a embalagem sugeria. A frase que mais chamou a minha atenção foi a do também escritor e britânico Nick Hornby.

Nick Hornby é Deus para mim. Absolutamente amo todos os seus livros, roteiros, composições… E se ele dizia que aquele livro era cativante, inteligente e espirituoso, eu precisava pelo menos dar uma espiada. Enfim, Um Dia é delicioso. Li em menos de uma semana o livro que conta em pílulas a história de Dexter e Emma.

Todo ano no mesmo dia, 15 de julho, somos impelidos a descobrir como estão esses dois amigos, que depois de dormirem juntos no dia da formatura constroem uma relação complexa e sincera.

E nada de assuntos pesados, ler as páginas escritas por Nicholls é uma experiência de observação, de como aqueles personagens crescem ao longo dos anos, como eles se afundam em dúvidas, depressão e drogas. De como eles se distanciam do futuro que traçaram para depois encontrá-lo na esquina, totalmente alterado ou incrivelmente idêntico.

O autor tem uma narrativa sincera, direta, irônica, bem humorada, cheia de referências musicais, livros clássicos – o que lembra, e muito, o estilo de Nick Hornby. Em alguns momentos de Dexter é impossível não se lembrar de Will, personagem central de Um Grande Garoto, que foi interpretado no cinema por Hugh Grant.

Esbocei muitas resenhas como esta, mas agora no fim percebi que bastava dizer pouco, uma frase, quase uma indicação como as tantas outras que dominam o livro: é uma das melhores coisas que já li. Estou com um aperto no peito por ele ter acabado. É normal ficar tão dependente de um livro assim? Deveria ter vencido cada frase a conta gotas para ele durar mais.

***

ah, Um Dia já virou filme, mas estreia só em agosto. Veja o trailer abaixo:

Ah, Antonio Prata

14 Jan

 por Bárbara Bom Angelo

Comecei a ler ontem as crônicas-delícia do Antonio Prata que foram compiladas no livro Meio intelectual, meio de esquerda. Em uma sentada só, li mais da metade. Agora quero caminhar no ritmo de um conta-gotas. Coisas boas não deveriam acabar tão rápido.

Dumbledore, também quero minha carta!

14 Jan

por Bárbara Bom Angelo

E você já está atrasado há 13 anos, fique sabendo.

Via

Diário de consumo

25 Jun

por Bárbara Bom Angelo

Minha prateleira anda cheia de livros de ilustrações, mas ainda tem espaço para o lindo Obsessive Consumption: What Did You Buy Today?, de Kate Bingaman-Burt.

As páginas não passam de um diário que organiza todos os produtos comprados por ela. E é justamente esse mote simples que dá o charme aos rabiscos, que também podem ser vistos no blog de Kate.

Gostei tanto da ideia que já estou preparando lápis e um dos muitos caderninhos que tenho para concretizar as notas que voam do meu bolso.

obs: não consegui encontrar em nenhuma livraria por aqui, mas o bom e velho Amazon tem.

A fuga dos fairytales

9 Abr


por Natália Albertoni

A partir de um anseio intransponível, personagens dos Contos de Fadas decidem se libertar de suas jaulas de papel e linhas. Nas mãos de Su Blackwell, conquistam a superfície para nos devolver um suspiro de meninice e um alívio diante dos calhamaços de leitura obrigatória que agora ocupam nossas estantes.




O trabalho de da artista já foi visto por aqui.