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Mar alto, mar grande

20 Dez

por Natália Albertoni

Para viajar no vazio, relaxar o entulho de pensamentos na imensidão, pausar. Se perder à deriva, mas encontrar direção. Sonhar com o verão, escorregar na saudade de um tempo que ainda não passou.

Quando apareceu um moço

30 Out

por Natália Albertoni

As minhas longas tardes na redação são recheadas de bolos de chocolate, bolachas e balas gostosinhas trazidas por um e outro que tem disposição de subir a Heitor Penteado e se aventurar a caça de guloseimas da padaria Leticia.

Entre uma mordida impensada e outra palavra dedilhada que aparece na tela para complementar meus textos, tranquilizo a mente a ouvir melodias disponíveis nos vastos bancos digitais de canções, Grooveshark e You Tube.

Todos os dias escolho um cantor, intérprete, compositor que obrigo a revisitar meus ouvidos repetidamente. Na maioria das vezes insisto em uma única música. Hoje é o dia de “Devolve, Moço”, de Ana Cañas, receber minhas inúmeras visitações.

Já perdi a conta de quantas vezes apertei o play enquanto sonho acordada com a areia a brincar de fazer cócegas nos meus pés e a água salgada a endurecer meus finos fios de cabelo neste feriado. Se quiser viaje comigo…

Devolve, Moço
Ana Cañas

Existe aqui uma mulher
Uma bruxa, uma princesa,uma diva
Que beleza
Escolha o que quiser
Mas ande logo
Vá depressa
Nem se atreva a pensar muito
O meu universo ainda despreza
Quem não sabe o que quer
Meu coração eu pus no bolso
Mas apareceu um moço que tirou ele dali
Não, isso não é engraçado
Um coração assim roubado
Bate muito acelerado

Devolve, moço
Devolve, moço
O meu coração pro bolso

O mar

2 Jun
Búzios no final da tarde_arquivo pessoal (Fevereiro/2009)

Búzios no final da tarde_arquivo pessoal (Fevereiro/2009)

A função da arte/1
(Eduardo Galeano)

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
– Me ajuda a olhar!

Música para seus ouvidos

1 Mar

Praia Brava – Búzios (Fevereiro/2009)