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Que tipo de “usuário” de moleskine é você?

26 Jan

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Te julgando pelo seu ipod

19 Out

Vi aqui

 

#11 Moleskine dos outros

24 Ago

 

por Bárbara Bom Angelo

Otávio Suriani tem 21 anos e está no terceiro ano de Cinema na FAAP. É, ele faz cinema, diria Chico Buarque. E ele faz também anotações frenéticas, desenhos charmosos e rabiscos soltos em seus moleskines.

Abaixo você pode conhecer um pouco mais dele e esquecer de que é tão jovem assim. As respostas tem um quê de alma antiga.

Onde mora o corpo? Planeta Terra, Brasil, São Paulo. Se não conhecer é só procurar no Google Earth que lá é fácil de achar. Aí dá um zoom-in em algum carro parado no trânsito. Se não for eu, deve ser alguém parecido.

Onde mora o coração? Dentro do corpo descrito acima.

O que tem nos seus moleskines? Desenhos, escritos, anotações…um pouco de tudo.

Fazer cinema no Brasil é… Foda. É como apertar um parafuso com um martelo.

Todos têm algum filme que gostam secretamente, aquele que não deveríamos nem assistir. Qual a sua paixão trash? Quando o filme é ruim, não dá nem pra gostar… Acho que aqueles que escondem o verdadeiro gosto, em qualquer coisa, querem criar um imagem de si mesmo compatível com alguma construção ideológico-cultural na qual não se encaixam, mas querem fazer parte. Uma espécie mais radical de ser-para-o-outro. Mas, pra não deixar a pergunta sem resposta, já que estamos falando em trash, Videodrome do Cronenberg é bem trash, mas é ótimo. Os filmes da Boca do Lixo também são trash e sensacionais, assim como todo cinema marginal brasileiro. E, afinal, quem não dá umas risadas com uma bela pornochanchada…

E o melhor de todos? Terra em Transe, do Glauber Rocha.

Qual a trilha sonora da sua vida atual? Jazz e barulho de obras.

Algum projeto em andamento? Uns filmes, uns roteiros… O de sempre.

Onde foi a parar a pessoa que você queria ser? Ainda nem sei a pessoa que eu quero ser.

Qual o melhor gosto da infância? Camarão à provençal, milho de praia, água de coco.

#9 Moleskine dos outros

10 Ago

 

por Bárbara Bom Angelo

O rosto do Dida Louvise tem ossos angulosos que dão a ideia de dureza, de seriedade, até mesmo de braveza. A altura também ajuda a compor a imagem. Ele é daqueles que você tem que ficar na ponta do pé para dar oi.

Só que tudo não passa de impressão. O coração é mole mole, igual manteiga fora da geladeira. É um amigo querido, uma pessoa incapaz de qualquer mal. E é mais um planner para a coleção e mais um que carrega os moleskines para cima e para baixo – em reuniões chatas, em viagens pelo mundo, em qualquer lugar onde haja um tempinho para deixar os pensamentos fugirem para o papel.

Abaixo você confere o que o Diogenes, ops, o Dida, guarda em seus caderninhos

Onde mora o corpo? Na nossa mente. Nosso corpo tende a ser um reflexo do nosso estado mental. Pode parecer estranho, mas é a cabeça quem dá o tom, pode reparar… Na doença, na saúde, na parte estética. Ou vai dizer que vc encontra um monte de yogis gordinhos por aí? 😉

Onde mora o coração? Essa é difícil, não é à toa que eu tive que respondê-la por último. O meu hoje não mora em lugar nenhum, mas tem dado umas boas voltas com a razão… Se faz bem eu não sei. Espero que ele aprenda alguma coisa, mas também espero que não dure muito tempo.

O que tem nos seus moleskines? Anotações de reuniões, pensamentos (sobre o que for), rabiscos e formas tribais desenhadas em reuniões chatas. Eles também já tiveram algumas anotações de sonhos, letras de músicas, lugares para visitar em viagens e até versos soltos.

Chamar Diogenes me fez… um monte de coisas. Acho que me tornou mais modesto pra muita coisa e me ajudou a criar um senso de empatia maior, sabe? Aquela história de “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você”. E como a primeira chamada na nova escola me ensinou nesse sentido, todo mundo te olhando com aquela cara e você lá…E olha que eu mudei algumas vezes de colégio.

Mas chamar Diogenes também me fez valorizar o significado do meu nome com o passar do tempo – joga no google, legal bagarai 🙂 –  e a história dele na minha família (meu avô e meu pai também se chamam Diogenes). Ah, também tem o lado legal da história: não me faltam apelidos.

A vontade mais forte do momento é… escutar o novo CD do Red Hot Chili Peppers. Do início ao fim. Non stop. Uma música atrás da outra.

Correr, correr, correr até chegar em qual lugar? Hoje eu não sei, mas acho que isso é o mais legal da história toda. Só sei que quando corro eu fico mais tranquilo, penso em tudo, não penso em nada, rola uma paz…
Tem uma coisa meio “the journey is the destination“. E eu vou correndo. Simples assim.

Eu, você e o medo de avião. Dá pra superar? O que te acalma quando mais nada depende de vc? Eu espero que dê, senão vai ser osso. Tem muitos lugares que ainda quero conhecer. Agora, o que me acalma? Rezo, mentalizo, chamo orixás, guias, o que for, mas isso não quer dizer que eu fique muito mais calmo, não.

Onde foi parar a pessoa que você queria ser?
Lá atrás.
Amanhã melhor que ontem e hoje. Sempre.
E assim a vida segue.

Qual o melhor gosto da infância?
Amendoim doce torrado na companhia do meu avô, saindo de um metrô no Rio de Janeiro.

#5 Moleskine dos outros

13 Jul

por Natália Albertoni

José Azevedo só tem saudades do que já viveu. Formado em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Espírito Santo, sente falta dos tempos da faculdade, mas seu lance é daqui para frente.

Natural de Vitória (ES), já esteve de passagem na terra da garoa, mas fincou raízes bem longe daqui. De Bremen, onde mora com a esposa alemã, o diretor de arte e ilustrador ainda assina alguns trabalhos para o Brasil, mas no momento quer estudar.

Começou a desenhar nos lendários caderninhos usados por Picasso e Hemingway em 2009, quando andava desiludido com a profissão. Sua inspiração vem de filmes, livros, das ruas, da família, de rodas de boteco com os amigos.

Até hoje já preencheu cinco Moleskines com seus traços coloridos. Mas acha pouco. Seus Sketchbooks são seu vício e sua libertação. Para entender um pouquinho mais sobre quem está por trás dessas peças que você vê aqui, segue a entrevista que fiz com José por e-mail.

O nome que aparece no seu RG:  José Alves de Azevedo Neto.

Apelido/nome artístico: José Azevedo.

De onde é? Vitória, Espírito Santo.

Para onde vai? Na verdade já fui. Moro em Bremen, norte da Alemanha.

Você já morou em São Paulo. O que mais gosta e sente falta na cidade? São Paulo é uma cidade fantástica. Gosto de muitas coisas. Mas o que eu mais sinto falta, por incrível que pareça, é do McDonald’s 24h na Henrique Schaumann com Rebouças.

 Você trabalhou com clientes grandes. Qual foi o maior projeto que você comandou profissionalmente? E o que abriu mais portas? E aquele que você mais gostou? A peça “Sabores do Mundo” para a Häagen-Dazs consistia em criar jogos americanos para uma promoção que eles fizeram. Esse job estava parado na agência havia um ano. Foi e voltou do cliente inúmeras vezes. E eles aprovaram a minha idéia e ilustra de primeira. Considero um dos maiores [trabalhos] devido à dificuldade. Foi o primeiro de ilustração pelo qual eu recebi alguma grana.

Trabalhar para a Super Interessante foi muito gratificante e me abriu muitas portas. Senti orgulho ao ver um trabalho meu em uma revista tão legal e conhecida. Mas os que mais gosto são meus Sketchbooks. Eles estão alheios a qualquer julgamento. Eu faço o que quero, como quero, sem ninguém dar palpite. É libertador.

Como você explicaria o seu trabalho para a sua mãe? Minha mãe sabe bem o que faço. Ela me viu desenhar desde criança e ouviu muito minhas lamúrias de trabalho, de chefe, de cliente…

O que veio antes: a arte ou o trabalho? O trabalho. Ele me deu condições para gostar mais de arte.

Lembra quando comprou seu primeiro Moleskine? Como foi? Sim. Eu tinha voltado a Vitória, depois de quase dois anos em São Paulo. Estava buscando outros caminhos, já que estava um pouco chateado com a publicidade. Entrei no Mercado Livre e comprei um pacotinho com três Moleskines. Daí comecei a desenhar frenéticamente. Virou um vício (bom) mesmo. Eu já desenhava muito, mas perdia meus desenhos porque usava folhas avulsas. Então foi meio que uma descoberta.

O que são suas peças? Algo que tenho paixão por fazer.

Tem um preferido entre seus Sketchbooks ? Tenho alguns desenhos preferidos: o I Love Beer e o Bota na Conta do Papa, por exemplo.

Você já foi premiado por seu trabalho. Qual prêmio representa mais para você e por quê? Receber prêmios é muito bom. Eu seria hipócrita se dissesse o contrário. Mas, para ser sincero, o que mais me agrada é ver a repercussão sobre meus desenhos nos Sketchbooks. Porque é algo que mostra quem eu sou, não só profissionalmente, mas pessoalmente também. (ô loko, mêu.)

Qual é o seu lugar preferido para criar? Pode ser em qualquer lugar sem muito barulho, um bloquinho de papel e minha lapiseira.

O que você mais gosta de fazer quando precisa fazer nada? Tem algum hobby? Adoro cozinhar. Sou fã do Gordon Ramsay (chef inglês), vi todos os shows dele.

Qual sua maior preciosidade? Acho que o que aprendi até aqui. Minha mãe e minha sogra sempre falam: podem tirar tudo de você (materialmente falando), menos o seu conhecimento.

Tem saudades de alguma coisa que você não viveu? Tenho saudade de coisas que vivi. Da UFES, da minha banda, das Copas Caroço na casa do Mendonça e do Pegoretti… Mas não tenho muito essa de momento nostalgia. Foi legal, mas o lance é daqui pra frente.

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#3 Moleskine dos outros

29 Jun

por Bárbara Bom Angelo

De um dia para o outro lá estava ela, gorda até não poder mais, dividindo a atenção da minha mãe, que eu já tinha só pela metade. Ela recebeu o nome que eu escolhi, Letícia, e a partir daí dançou, o vínculo estava feito para sempre.

Agora ela já tem 21 anos, mas insisto em manter o “zinha” logo depois de irmã. E preciso parar com essa mania, não resta nada de pequeno nela. No ano passado, a Letícia criou sua marca própria de roupas e daqui uns meses vai estar formada em Propaganda e Marketing e Moda. Coisa chique não?

E foi por conta desse segundo curso que ela começou a preencher caderninhos. O primeiro foi um presente meu e agora ele está tomado por desenhos de moda. Dá um orgulho que só vendo.

 

#2 Moleskine dos outros

22 Jun


por Natália Albertoni

Com fones de ouvido enormes capaceteando os pequenos caracóis dos seus cabelos, Soma vive em uma terceira dimensão na qual o amarelo, o azul-céu e o vermelho estão sempre presentes.

Na redação da agência em que trabalha, quando não está finalizando projetos gráficos de clientes, está fazendo arte. Na lata do desodorante, numa folha em branco que pode virar estampa de camiseta, na tela do computador, nas páginas de seu Moleskine.

Da dança ensaiada de suas canetas surgem silhuetas multicoloridas, rostos desfigurados, referências e um pouco de sua soma existencial. Em uma divertida entrevista ping-pongue para a segunda edição do Moleskine dos outros, ele mostra mais do seu temperamento, de suas tonalidades e do sotaque carioca presente em suas obras.

O nome que aparece no seu RG: Alexandre Alves Lobo.

Nome artístico: Soma.

De onde é? São Gonçalo, Rio de Janeiro.

Para onde veio? De um SPTZ.

Para onde vai? Lugar nenhum.

Onde você mora? São Paulo.

O que mais sente falta da cidade natal? Curvas.

O que mais gosta de São Paulo? Tudo ao mesmo tempo agora.

Você é formado em alguma faculdade? Qual? Desenho Industrial.

Como você explicaria o seu trabalho para a sua mãe? Mãe, deu merda!

Lembra quando comprou seu primeiro Moleskine? Eu ganhei do Duccio, meu ex-chefe. Ele trouxe da Itália.

O que tem nos seus Moleskines hoje? O que eu estou.

Quando decidiu fazer arte? Quando houve o “Big Ban”, se aconteceu mesmo…

Quantos caderninhos você já preencheu com seus desenhos? Estou no segundo Moleskine, um “japonês”.

O que são suas peças? O meu nome: SOMA.

No segundo semestre você participa de uma exposição? Sim, será uma pintura na vitrine que está em frente ao “Cine Bombril” dentro da galeria do Conjunto Nacional. Vou pintar um “Cybernauta”, fazendo alusão ao Neuromancer e ao Count Zero, livros de William Gibson que estão influenciando meus trabalhos atuais. Será no último sábado de setembro, dia 24.

Tem alguma mensagem?  Se você tem qualquer vontade artística NUNCA deixe NINGUÉM dizer que é uma tolice. Tolice é não fazer.


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