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50 anos da morte de Hemingway

2 Jul

 

Gay Talese falando sobre Ernest Hemingway.

O adeus a Elizabeth Taylor em imagens

23 Mar

por Natália Albertoni

Nesta quarta-feira (23), quando cerrou os olhos violeta pela última vez, as polêmicas que atravessaram sua vida pululavam na internet e nas rádios. Não poderia ser de outra forma. Elizabeth Taylor foi uma das primeiras estrelas a ter a vida devassada pela imprensa (muitas vezes com seu incentivo, inclusive).

Ao deixar seu público nesta manhã em decorrência de problemas cardíacos, não foi lembrada apenas pelas graças, como as duas estatuetas recebidas pela atuação em Quem Tem Medo de Virgínia Wolf e Disque Butterfield 8. Mas também pelos seus sete maridos. Ou seriam oito? Sua amizade com o eterno ícone do pop, que também já se foi. E pela sua habilidade de sobreviver sem se esconder de suas tragédias.

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens daqui.

Google e os 70 anos de John Lennon

8 Out

Hoje, John Lennon faria 70 anos…

Saramago, 87 anos e trechos seus lidos por amigos e leitores

18 Jun

por Bárbara Bom Angelo

Quando Saramago completou 87 anos, no dia 16 de novembro de 2009, a Fundação José Saramago produziu o vídeo acima com amigos e leitores do autor entoando trechos de sua obra.

Hoje, fiquei um pouco orfã de ideias brilhantes esparramadas em blocos de textos sem parágrafos e pontos, mas cheias de todo o resto.

Cinzas e flores

18 Nov

(imagem: Flickr)

por Natália Albertoni

“É estranho. Os bons morrem jovens. Assim parece ser quando
me lembro de você que acabou indo embora cedo demais.” (Renato Russo)

Seu último cigarro foi aceso em uma sexta-feira 13 em que os raios de sol aqueciam até a mais escura sombra. Enquanto o farelo cinzento fazia a curva natural a caminho de esgotar a pequena brasa, as pessoas se amontoavam a sua volta, o espiavam com o auxílio da ponta dos pés e enchiam os olhos d’água em busca de um pouquinho de presença.

(…)

Vagaroso, arrastava as sandálias de couro pelos corredores com a mesma tranqüilidade de uma canção saudosa. Balançava a cabeça meio sem jeito, meio com charme, para ajeitar os finos e compridos fios de cabelo que insistiam em perder cor.

Sempre de calça jeans, disfarçava a regata neutra com uma camisa colorida, normalmente xadrez. Os colares envolvidos em seu pescoço e o pêndulo de pena suspenso por uma de suas orelhas reforçavam um estilo hippie, tanto ultrapassado quanto encantador.

Recostado na porta, aguardava o atraso por alguns instantes. Ainda baforando o hálito seco e amargo consequente do último trago de tabaco, beijava carinhosamente a testa de alguns que pouco a pouco adentravam a sala e seu mundo para lá viajarem durante cerca de 45 minutos.

Na companhia de palavras e expressões curiosas, transmitia um medo bom. Um temor instigante, intencional, com propósito. Só agora faz tanto sentido. Cauteloso, observava os questionamentos sem interferir nas conclusões subjetivas.  E segurando o queixo com a ponta dos dedos, analisava todos com um sorriso leve, enigmático, às vezes irônico.

Deve estar a fazer isso agora, tranqüilo, com os óculos em repouso no topo da sua cabeça como uma tiara. Ainda misterioso, deixa inquietação e medo no ar para sugerir alguma reflexão aos que tiveram a sorte de conhecê-lo.

O cigarro enfim apagou-se. Sobraram as cinzas, as flores e a saudade.

***

Desde cedo aprendemos que a nossa única certeza na vida, é a morte. Mas não aprendemos a continuar depois dela. Desejo força aos que ficaram, para que possam seguir em frente. Equilíbrio aos que perderam o chão. Pêsames apenas aos que nunca terão chance de passar sequer alguns minutos ao seu lado.

Sofrimento egoísta

8 Nov
lágrima

Tear in Rain (imagem: Flickr_zik " Tây)

por Natália Albertoni

Ivo Zanatto Miranda, 59, é vítima do caos, da violência desmedida, da falta de humanidade reinante no fim do mundo em que vivemos. Também é pai de uma pessoa distante, mas querida.

Não consigo imaginar a dor, a desesperança, o ódio, o tremor nas pernas, a falta de ar e presença que esta pessoa está sentindo. Não consigo pensar numa saída para extravasar meus pêsames e minha vontade de abraçá-lo o tempo necessário para quem sabe dividir os sentimentos que estão consumindo sua alma e embaralhando seus pensamentos. Não consigo acreditar.

A indignação lateja forte na minha cabeça. Ainda mais quando me dou conta que essa realidade grotesca nos domina há tempos, no entanto só me tocou na pele agora. Quantas pessoas perderam os pais, os filhos, os amigos em circunstâncias semelhantes, mas eu e você apenas trocamos o noticiário pelo seriado favorito ou viramos a página do jornal?

Essa indiferença disfarçada de conformismo não torna-nos cúmplices da crueldade, mas não alivia nossa responsabilidade como cidadãos. O que mais é necessário acontecer para suceder um despertar geral?

É  necessário acreditar em possibilidades de salvação, mas a primeira mudança acontece dentro de nós. O que você vai fazer?

***

Ivo Zanatto Miranda, de 59 anos, morreu na noite de quinta-feira (5). O empresário foi morto depois de ser baleado por uma quadrilha que assaltou dois carros-fortes na Rodovia Anhanguera, em Araras, a 168 km da capital.

 

Sessão da tarde de luto

15 Set

por Bárbara Bom Angelo

Patrick Swayze se foi. Não conseguiu despistar um câncer que o vinha seguindo desde o ano passado. Fiquei aqui assistindo, cheia de saudade, o final de um dos meus filmes secretamente preferidos. Era um gostinho bom que chegava à boca quando me colocava no lugar de Baby e ia parar lá no alto, amparada pelos braços de Johnny.