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Umbabarauma… homem gol

1 Jun

por Bárbara Bom Angelo

Um pouco de toda a nossa diversidade de cantores para munir a torcida canário de um grito de guerra pra lá de bacana para a Copa do Mundo. Aí em cima está só o teaser do clipe e documentário que vão ser feitos, então imagina o que virá por aí…

Chico Science: satélite de pouca tecnologia e muito alcance

5 Fev

Chico Sciense e Nação Zumbi na lama da praia do Paiva, Recife, em 1995 (foto: Fred Jordão)

Mostra revela a vida e obra do cantor que revolucionou a música pernambucana

por Natália Albertoni

Maracatu psicodélico/ Capoeira da Pesada/ Bumba meu rádio/ Berimbau elétrico/ Frevo, Samba e Cores/ Cores unidas e alegria. Chico Science era toda sua Etnia (canção de 1996) somada à vibração de um mergulho na cultura popular. Morto prematuramente em fevereiro de 1997,  deixou saudades aos fãs e, de herança, um movimento que se tornou Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco.

O universo criativo do principal expoente do Manguebeat está disponível para conhecimento público, na mostra Ocupação Chico Science. Abrigada no Itaú Cultural, a exposição revela a vida e a obra do cantor olindense por meio de um passeio interativo. O visitante anda por entre objetos pessoais, fotos e uma réplica do carro Landau, uma de suas marcas registradas. Também é possível ser fotografado com reproduções dos óculos e chapéus usados pelo cantor e montar poesias a partir de palavras icônicas criadas pelo artista.

Ainda estão programados uma mostra de filmes, shows com a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério e o Mundo Livre S/A, além de uma série de encontros paralela. São convidadas, as personalidades que presenciaram ou viveram o movimento, como os brasileiros Carlos Eduardo Miranda, Fred 04, Paulo André, o produtor musical Beco Dranoff e Christoph Borkowsky um dos criadores da World Music Exposition (Womex), vitrine mundial para a música independente.

Para recriar o ambiente vivido por Chico Science, Goretti França, irmã do cantor, Louise Science, filha dele, e o produtor Paulo André, cujos contatos o levaram ao exterior fizeram parte da equipe pesquisadora.

(escrevi este texto para a Agenda Cultural do R7)

***
Vá lá:

Onde: Itau Cultural av. Paulista, 149, Bela Vista (11) 2168-1776
Quando: terça à sexta, das 9h às 20h. Até 4/4.
Quanto: Grátis

Corre e olha o Céu

24 Jul

Céu_Vagarosa_cover_final_digi

por Bárbara Bom Angelo

A voz é delicada, mas com uma força bem medida e desse jeito não passa sem deixar marcas e nem se esconde na leva de jovens cantoras que surgem agora e insistem em copiar umas as outras. Ela já não é novidade, mas as músicas do seu segundo álbum trazem um frescor que ilude e a materializa como alguém que acabou de chegar para nos tirar da rotina sonora.

Vagarosa saiu no começo desse mês, mas só hoje tive tempo de sentar e ouvir do jeito que ele merece. E assim, Céu me pegou logo nas primeiras notas. As preferidas? Vira Lata, cantada em companhia de Luiz Melodia, e Rosa Menina Rosa, de autoria de Jorge Ben e entoada com o grupo Los Sebozos Postizos – o ótimo projeto paralelo de alguns integrantes da Nação Zumbi e do tecladista Bactéria, do Mundo Livre S/A; eles participaram da trilha do filme Amarelo Manga e saíram recentemente pelo país cantando apenas músicas do Jorge Ben.

Você pode fazer o download das 13 faixas aqui.

Um novidade velha

9 Abr

por Natália Albertoni

Sentada numa confortável cadeira de escritório, depois de tomar banho, já de pijama estampado por guloseimas cor-de-rosa e a toalha envolvendo os cabelos úmidos, o que você ouviria? Eu escutaria o básico: Chico, Ney interpretando Cartola, alguma novidade estranha e algo bem das antigas para finalizar e ir dormir. Mas, por sugestão de um amigo, que ultimamente anda apaixonado pelos embalos pernambucanos, resolvi experimentar o som da olindense banda Eddie.

Eu com 23 aninhos e o grupo com quase 20 de carreira, ainda não tínhamos sido apresentados. E só agora, depois de quatro cds lançados, – Sonic Mambo (Roadrunner, 1998), Original Olinda Style (independente, 2002), Metropolitano (independente, 2006) e Carnaval no Inferno (independente, 2008) – algumas turnês pela Europa e pelo Brasil,  é que pude me deliciar com as letras divertidas e a melodia à la “Lisbela e o Prisioneiro” (de Guel Arraes).

Após várias formações, hoje a banda é composta por Fábio Trummer (guitarra e voz) – compositor de “Quando a Maré Encher”, que percorreu o país nas vozes de Nação Zumbi e Cássia Eller – , Urêa (percussão e voz), Andret (trompetes, teclados e samplers), Kiko (bateria) e Rob (baixo).

Eddie esteve por aqui na semana passada e fez uma apresentação no Studio SP que eu, infelizmente, perdi. Agora  segue com shows baratinhos pelo interior de São Paulo em unidades do SESC. Longe para mim, mas quem sabe nem tanto para você que pode estar de pijama, lendo isso aqui, ouvindo Eddie no MySpace…

No topo do mundo

26 Fev
Alto do Empire State, Nova York, dezembro de 2006

Alto do Empire State, Nova York, dezembro de 2006/ imagem: arquivo pessoal

Maracatu Atômico
(Chico Science e Nação Zumbi
)

“Atrás do arranha-céu tem o céu tem o céu
E depois tem outro céu sem estrelas
Em cima do guarda-chuva, tem a chuva tem a chuva,
Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de comê-las”