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Cinema dos anos 2000 em versão retrô

26 Fev

por Natália Albertoni

O ilustrador e designer gráfico Tavis Coburn deu um visual retrô aos candidatos a Melhor Filme do Bafta 2010. Graças ao pedido dos organizadores da principal premiação do cinema inglês, você pode se deleitar com a arte colorida, contrastante e detalhada do canadense.

A primeira é fácil. Mas será que você adivinha as próximas?




Dica da Movie.

***

1- Avatar, de James Cameron, já é a maior bilheteria da história do cinema e concorre ao Oscar em nove categorias, inclusive melhor filme.

2-Guerra ao Terror, da diretora Kathryn Bigelow, é o principal concorrente da superprodução.

3- Preciosa – Uma História de Esperança, é dirigido por Lee Daniels. A estreante Gabourey Sibile briga pela estatueta de melhor atriz.

4- Amor Sem Escalas, de Jason Reitman, virou hit nos Estados Unidos. A atuação impecável de George Clooney no papel de um profissional metódico rendeu uma indicação a melhor ator no Oscar.

5- O último representa Educação, de Lone Scherfig, que disputa timidamente a estátua dourada de melhor filme com Avatar e Guerra ao Terror.

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Nossas apostas

22 Fev

red-carpet
por Bárbara Moreira e Natália Albertoni

Dentro de algumas horas vamos conhecer os vencedores da última premiação da temporada do cinema mundial, o Oscar. Enquanto não chega o momento de acompanhar os longos discursos que serão interrompidos pela famosa musiquinha, você pode conferir as apostas deste humilde caderno sem linhas para as principais categorias.

É quase certo que a estatueta de melhor filme vá para Quem quer ser um milionário?, dirigido por Danny Boyle. Além de mostrar uma história envolvente e com ótimo ritmo, a produção já levou a melhor em prêmios com Globo de Ouro e Bafta, considerados uma prévia do Oscar.

Há também de se considerar a dificuldade da empreitada, que contou com um elenco de maioria indiana e sem experiência anterior em atuação. No começo do filme, as duas crianças que representam o protagonista Jamal e seu irmão Salim falam apenas hindu. Foi impossível encontrar atores mirins locais que soubessem o mínimo de inglês. Se as previsões se confirmarem, este será o primeiro Oscar do diretor, que também está por trás de Trainspotting.

Já na categoria melhor ator, a competição está bem acirrada. Mickey Rourke, que faz o papel de um ex-campeão de luta livre em O Lutador, está um pouco à frente. Ele recebeu recentemente o Globo de Ouro e o Bafta por seu trabalho. No entanto, o SAG Awards, prêmio concedido pelo Sindicato de Atores de Hollywood, ficou com Sean Penn por Milk – A Voz da Igualdade.

Sean Penn claramente absorveu os trejeitos do político gay Harvey Milk, mas como o papel não consegue mostrar a complexidade natural de qualquer ser humano, o ator não pôde mostrar muito de seu já reconhecido talento. Penn ganhou seu primeiro e único Oscar por Sobre Meninos e Lobos, em 2003.

Já Rourke, sem representar um personagem de peso há tempos nas telonas, abraçou a oportunidade dada pelo diretor Darren Aronofsky com todos os músculos, força e fios de cabelo oxigenados. Considerado sex simbol nos anos 80, está quase irreconhecível na pele de Randy “Carneiro” Robinson. Por toda sua conturbada tragetória e reviravolta, deve levar a estatueta.

Brad Pitt também está na disputa, assim como os não tão famosos Frank Langella e Richard Jenkins, mas não deve atrapalhar a queda de braço dos dois favoritos. O papel em O Curioso Caso de Benjamin Button, não exigiu tanto do ator que impressiona mais pela transformação pela qual passa ao longo do filme.

A briga entre as mulheres também promete ser quente. A jovem Anne Hathaway, indicada pelo longa O Casamento de Rachel, impressionou os críticos e a veterana Meryl Streep sempre impressionante, recebeu a 15ª indicação ao Oscar pelo papel interpretado em Dúvida. Mas a grande aposta deste ano é Kate Winslet. Ela foi premiada com dois Globos de Ouro, um na categoria de melhor atriz em filme dramático com Foi apenas um sonho e o outro como melhor atriz em O Leitor, pelo qual ela também foi indicada ao Oscar.

O evento será exibido ao vivo no Brasil apenas pelo canal fechado TNT, às 22h. A TV Globo decidiu apenas mostrar alguns flashes dos principais prêmios. Tudo isso porque o domingo de desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro é sagrado.

Quando a esperança morre

20 Fev
Angelina Jolie foi indicada ao Oscar de melhor atriz pela atuação em "A Troca"

Angelina Jolie foi indicada ao Oscar de melhor atriz pela atuação em "A Troca"


por Natália Albertoni

Los Angeles, março de 1928. O céu já mudava de cor para abrigar a lua. O passo apertava, ansioso, determinado. Esperando compensar a tarde solitária do filho que ficou em casa sem a sua companhia e sem as telonas animadas por Charles Chaplin,  Christine Collins encontrou apenas o vazio ao chegar em casa depois de um longo sábado extra de serviço. O garoto Walter Collins, de nove anos, havia desaparecido.

Após cinco meses de busca, a polícia lhe entrega um menino que se diz Walter. Mais baixo, mais cheinho e circuncisado. Pressionada por denúncias de corrupção, a polícia nega o engano infame, resiste à rejeição do garoto pela mãe e a interna num manicômio.

A história acima, apesar de inverossímil, é real e per si já teria fôlego para se “auto-desenrolar”. Aproveitando-se disso, Clint Eatwood abraçou o drama e usou todos os elementos favoráveis para incrementar o enredo de “A Troca”: a mãe solteira que incomoda as autoridades na busca pelo filho, a polícia corrompida, a esperança dentro de nós que nunca morre.

Acerta na recriação de época primorosa e na escolha dos atores que vestem papéis feitos sob medida. Jeffrey Donovan como o cínico capitão J. J. Jones, John Malkovich na pele do reverendo Gustav Briegleb, crítico fervoroso do sistema policial desmoralizado e Angelina Jolie que com os lábios enrubescidos e maturidade, supera qualquer outro papel já representado por ela nas telonas.

Apesar de tudo isso, alguns diálogos forçados quebram o brilho da narrativa e de certa forma não convencem. O filme impressiona pela potente história baseada em fatos reais, mas passa entre indícios de que o mundo perdeu a cabeça num lugar onde não é possível confiar em ninguém, e ao mesmo tempo exige de nós, uma esperança eterna, de preferência perturbadora.

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A TROCA
Produção: EUA, 2008
Direção: Clint Eastwood
Duração: 140 min
Prêmios: Foi indicado a alguns prêmios, mas não venceu
Indicações ao Oscar:  Atriz (Angelina Jolie); Direção de Arte; Fotografia
Confira onde assistir aqui

Uma vida em 128 minutos

19 Fev

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por Bárbara Bom Angelo

Harvey Milk não acreditava que chegaria aos 50 anos. Estava certo. No dia 27 de novembro de 1978, o primeiro homossexual assumido a ocupar um cargo público nos Estados Unidos foi assassinado por um colega de gabinete, dois anos antes de completar a idade temida por tantos.

A trajetória política e amorosa de Milk, interpretado por Sean Penn, é trazida para às grandes telas pelo diretor Gus Van Sant, abertamente gay e fã do personagem que até então era um desconhecido fora de sua terra natal.

Por se tratar do trabalho do responsável por Elefante e Paranoid Park – filmes nada convencionais e maravilhosos pelo grau de experimentalismo –, a métrica tradicional e sem surpresas de Milk – A Voz da Igualdade decepciona.

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O verdadeiro Harvey Milk em sua cadeira na prefeitura

A sensação é de que muito pouco foi contado sobre ele. A vida de um homem parece ter sido espremida em insuficientes 128 minutos. A complexidade de Milk não é exposta e, assim, gravamos a imagem de uma pessoa alegre e determinada, mas não entendemos suas motivações íntimas, seus conflitos ou dúvidas.

Rapidamente Milk se transforma de corretor de seguros envergonhado de sua orientação sexual em alguém louco por adentrar na política e lutar pela comunidade gay. No entanto, perdemos o meio dessa mudança e nos deparamos com uma pessoa com tanto desejo de chegar lá que muda toda sua aparência e jeito de se portar.

A grande expectativa frustrada não apaga as ótimas atuações de Sean Penn, Emile Hirsch e Diego Luna. O segundo está praticamente irreconhecível sob volumosos cabelos encaracolados e grandes óculos de grau. Até mesmo a voz de Hirsch, famoso por Alpha Dog e Na Natureza Selvagem, parece pertencer a outra pessoa.

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Emile Hirsch como Cleve Jones

Josh Brolin, que faz o papel de Dan White, o supervisor que matou Harvey Milk e o prefeito George Moscone, está concorrendo ao Oscar de melhor ator coadjuvante, mas não impressiona tanto. O personagem de vilão enrustido com certeza é mais rico do que o protagonista, mais ainda assim não é suficiente para desbancar o Coringa de Heath Ledger.

Com a capacidade de mobilizar mais de 30 mil pessoas em uma passeata silenciosa pelas ruas de São Francisco, uma homenagem póstuma a suas conquistas, Harvey Milk deve ter sido muito mais do que se pode assistir.

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MILK – A VOZ DA IGUALDADE
Produção: EUA, 2008
Diretor: Gus Van Sant
Duração: 128 min
Prêmios: SAG – Melhor ator (Sean Penn)
Indicações ao Oscar: Melhor filme, Diretor, Ator (Sean Penn), Ator coadjuvante (Josh Brolin), Roteiro original, Trilha sonora, Edição e Figurino

O filme estreia nessa sexta-feira (20) nos cinemas.

Nem luxo, nem lixo

18 Fev

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por Bárbara Bom Angelo

Arranha-céus compostos por pequenos blocos de lixo compactado tomaram o lugar da usual selva de concreto. Um fina poeira paira sobre um planeta abandonado e destruído. Por lá, as únicas coisas que se mexem são baratas e um pequeno robô de grandes olhos.

Esta é a realidade da Terra após seguidos anos de consumo inconsciente e o despejo constante de detritos que acabaram tornando o nível tóxico intolerável aos seres humanos. Não, eles não estão todos mortos e seus restos espalhados pelo chão. Afinal, trata-se do filme infantil Wall-E, dirigido e roteirizado pelo Andrew Stanton, responsável pelo sucesso de Procurando Nemo.

A vida foi exportada para uma grande nave que flutua no espaço à espera de que seu antigo lar volte às condições normais. Para tanto, um batalhão de robôs é despejado em meio ao enorme lixão com a missão de limpá-lo. Os anos vêm e como não há quem faça manutenção nas máquinas, acaba sobrando apenas um deles, o personagem-título do longa.

Wall-E passa solitários dias empurrando poluentes para dentro de sua barriga oca e transformando os em tijolos feitos de fragmentos de latas de refrigerante, pedaços de plástico e metais. De vez em quando, ele encontra objetos dignos de serem salvos, que armazena em sua “casa”, o baú de um velho caminhão.

Ao longo de boa parte da trama não há diálogos, somente poucos barulhos quebram o silêncio. E talvez esteja aí um dos principais motivos da beleza da produção feita em parceria dos estúdios Walt Disney com a Pixar. Não são necessárias grandes discussões para entender a situação aterradora deixada por pessoas que agora aguardam confortavelmente uma melhora.

A chegada de um novo robô muito mais tecnológico é o ponto que transforma o filme. Eva veio em busca de algum sinal de vida na Terra e acaba conquistando o amor de Wall-E, que em uma das melhores cenas mostra a ela trechos de um antigo filme que recuperou do lixo, Hello Dolly. Em uma imitação dos atores, ele tenta agarrar a mão dela, que, obviamente, não entende o ato.

Os dois acabam atraídos de volta a nave e encontram os humanos vivendo sob condições repugnantes. Todos estão tão gordos e sedentários que se locomovem por meio de carros suspensos no ar. A rotina é avassaladora, apenas assistem TV e se empanturram com fast food, ninguém parece se incomodar.

Eles estão a tanto tempo no espaço que muitos ali nem chegaram a conhecer a Terra. Esquecem que têm um lugar para voltar e vivem sob o domínio das máquinas, que tentam negar a todo custo o fato de que já podem deixar a imensa nave e começar a cuidar da antiga casa que tanto desprezaram.

Difícil não perceber ecos do filme Matrix, dos irmão Wachowski, mas esta é uma maneira bem mais delicada e palpável de mostrar o futuro merecido que nos aguarda.

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WALL-E
Produção: EUA, 2008
Diretor: Andrew Stanton
Duração: 105 min
Prêmios: Globo de Ouro – Melhor filme de animação; Bafta – Melhor filme de animação
Indicações ao Oscar: Melhor filme de animação, Roteiro original, Canção original (“Down to Earth”, por Peter Gabriel e Thomas Newman), Trilha sonora, Edição de som e Mixagem de som
O filme já está disponível em DVD

A ressurreição de um astro decadente

17 Fev

por Natália Albertoni

Lutas, sangue, amor não correspondido, sexo e drogas embalados por muito Rock’n Roll dos anos 80. Descrito dessa maneira, “O Lutador”, de Darren Aronofsky parece apenas mais um filme na lista de “blockbusters”, daqueles que abusam de apelos fáceis para ganhar a simpatia do público. E talvez até seria, não fosse a atuação brilhante de Mickey Rourke, astro de filmes como “Nove e Meia Semanas de Amor” (1986) e “O Selvagem da Motocicleta” (1983).

Mickey Rourke no inicio da carreira

Mickey Rourke no início da carreira

Há tempos sem representar um tipo de peso no cinema, a atuação impecável lhe rendeu elogios e a chance de um recomeço triunfante. Ganhou o Globo de Ouro de melhor ator e é um dos favoritos a levar o Oscar na mesma categoria.

Quase irreconhecível na pele de Randy “Carneiro” Robinson, ex-campeão de luta-livre decadente que tenta se reaproximar da filha, Rourke se aproveita da própria experiência para dar vida ao seu personagem desfigurado pelos duelos performáticos e, não menos, pelo tempo. Lutador profissional nos anos 90, o ator passou pela faca cirúrgica para reconstruir o rosto e tem o corpo estampado por cicatrizes.

Bronzeado artificialmente, com o cabelo comprido oxigenado e o corpo inflado por esteróides, Randy veste roupas velhas e surradas que nada são além de um auto-retrato. Famoso lutador de telecatch nos anos 80, ele continua a se apresentar em ringues improvisados para um público nanico e engorda a renda trabalhando como funcionário de um supermercado. Solitário, conta apenas com a companhia dos colegas de tablado e insiste num romance improvável com Cassidy, uma stripper interpretada com energia por Marisa Tomei.

Rourke vive lutador decadente em "O Lutador"

Rourke vive lutador decadente em "O Lutador"

Seguido por uma câmera trêmula durante grande parte do filme, como um lutador encapuzado que caminha para o combate, o recurso serve como metáfora para a luta diária de Randy pela sobrevivência num mundo volátil que lhe deu as costas e acaba funcionando como um golpe potente para Rourke, que volta a somar pontos no ringue das telonas.
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O LUTADOR
Produção: EUA/ França, 2008
Direção: Darren Aronofsky
Duração: 115 min
Prêmios: Bafta – melhor ator (Mickey Rourke)
Globo de Ouro – melhor canção original (Bruce Springsteen); melhor ator em filme dramático (Mickey Rourke)
Indicações ao Oscar: Ator; Atriz Coadjuvante
Confira onde assistir aqui

Está escrito

16 Fev

slumdog

por Bárbara Bom Angelo

Fios de ouro entrelaçados em sedas de cores vibrantes são encobertos pela miséria envergonhada de um país que estampa a novela das oito. A Índia não se resume a um mar de tecidos e costumes exóticos. Há algo por trás desse véu místico que não brilha.

Por desvendar um lugar que se imaginava pobre, mas não cruel, o filme Quem quer ser um milionário? incomoda. Consegue causar esse efeito por meio de um programa enlatado que encontrou seu melhor público nos lugares com os maiores índices de desigualdade social. Silvio Santos que o diga.

Jamal, um adolescente órfão nascido em Mumbai, não teve sua vida facilitada em nenhum momento, nem mesmo por seu irmão Salim, que o trai constantemente. Mesmo assim, acerta pergunta atrás de pergunta, rumo a um prêmio de 20 milhões de rúpias.

Aquele que instantes antes servia chá a um bando de operadores de telemarketing, ávidos para conquistar uma venda, e que teve apenas alguns anos de estudo intriga o apresentador do jogo.

Existem somente quatro alternativas para explicar a improvável realidade que se apresenta aos olhos dos indianos atraídos pela televisão:

a) Ele é um trapaceiro
b) Ele é sortudo
c) Ele é um gênio
d) É o destino

Entre cada questão, a última alternativa se impõe de maneira mais enfática. Jamal, o slumdog, algo como favelado em inglês, busca em momentos de sua vida as respostas, sempre com um gosto doce e amargo.

O aliciamento para mendigar esmolas, a exploração da virgindade de sua paixão de infância e o envolvimento no assassinato de um criminoso são os caminhos que o levam até o cheque de oito dígitos. Estava tudo escrito, desde o começo.

Mundo paralelo

Por mais que o diretor britânico Danny Boyle já tenha dito odiar as comparações com Cidade de Deus, é inevitável não perceber certas similaridades, tanto na trama como na produção dos longas.

Os dois mostram de maneira dura o lado indesejado de um paraíso do turismo mundial. E ambos são baseados em romances. No caso de Quem quer ser um milionário?, o roteiro é inspirado em Q e A, do escritor indiano Vikas Swarup.

Os atores, por exemplo, são quase todos locais, com a exceção do protagonista, interpretado pelo também britânico Dev Patel. Fernando Meirelles utilizou o mesmo artíficio, aproveitou pessoas da comunidade e sem nenhuma experiência com atuação para compor seu elenco.

Inclusive, Boyle quase mandou cortar os cabelos do personagem Salim (Madhur Mittal), por dizerem que estava muito parecido com o de Zé Pequeno.

No entanto, a força do filme não é diminuída. A dor, mesmo que semelhante, é sempre única para quem a sofre.  Os ventos que sopram por aqui nunca serão os mesmo que sopram por lá.

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QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?
Produção: EUA, Índia, Inglaterra, 2008
Diretor: Danny Boyle
Duração: 120 min
Prêmios: Globo de Ouro – Melhor filme de drama, Diretor, Roteiro, Trilha sonora; SAG – Melhor elenco; Bafta – Melhor filme, Diretor, Roteiro adaptado, Música, Fotografia, Montagem e Som
Indicações ao Oscar: Melhor filme, Diretor, Roteiro adaptado, Canção original, Trilha sonora, Fotografia, Edição de som, Mixagem de som e Edição

O filme só entra em circuito nacional no dia 6 de março