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Mumford & Sons e o folk

23 Jul

por Bárbara Bom Angelo

Meu ouvido está monopolizado por britânicos e Mumford & Sons está no topo da playlist. É para aqueles que gostam de música folk com algo a mais. E para completar, o quarteto está concorrendo ao prêmio de melhor álbum do ano no Mercury Prize, uma das mais importantes premiações da terra da rainha. Vale lembrar que Sigh no more é o primeiro trabalho deles e foi lançado em outubro do ano passado. Agora é esperar até dia 7 de setembro e ver o resultado.

Algumas músicas pra compartilhar meu encanto:

Cinema verdade

24 Mar

Cena de "Garapa", documentário de José Padilha / imagem: divulgação

Cena de "Garapa", documentário de José Padilha / imagem: divulgação

por Bárbara Bom Angelo

Sempre nessa época do ano, final de março e começo de abril, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília recebem uma leva dos melhores documentários nacionais e internacionais.

E é nessa quarta-feira (25) que começa a disputa pelos R$ 100 mil da 14ª edição do Festival É Tudo Verdade.  Entre os sete concorrentes nacionais estão as produções mais recentes de Eduardo Coutinho e José Padilha.

Em Garapa, o foco de Padilha recaí sobre três famílias cearenses que vivem contornando a fome. O longa foi exibido no último Festival de Berlim e é o primeiro trabalho do diretor após Tropa de Elite.

Eduardo Coutinho, por sua vez, documenta os ensaios da peça “Três Irmãs”, de Tchecov, pelos mineiros do Grupo Galpão. A encenação foi feita exclusivamente para o filme.

Outro que está na corrida pelo prêmio é A Chave da Casa, de Paschoal Samora e Stela Grisotti. O longa fala sobre a vida de exilados palestinos de origem iraquiana que fazem a transição de um campo de refugiados na Jordânia para o Brasil.

Tive a oportunidade de assistir algumas partes não finalizadas desse documentário em um curso que fiz na Academia Internacional de Cinema. As imagens são tocantes, principalmente um trecho em que um dos exilados fala sobre a tristeza de não se ter uma pátria por qual lutar, um chão para voltar e como isso influencia na formação individual da personalidade.

Completam a competição Cidadão Boilesen, de Chain Litewski; Cildo, de Gustavo Rosa de Moura; Corumbiara, de Vicent Carelli e Sobreviventes, de Miriam Chnaidermann e Reinaldo Pinheiro.

Dobradinha

No começo de março, a organização do festival anunciou que o evento terá duas edições por ano. A Mostra Competitiva continuará acontecendo no mesmo período, mas agora contará com Mostras Especiais no segundo semestre. 

Segundo o fundador e diretor do É Tudo Verdade, Amir Labaki, a iniciativa busca “aumentar a presença dos documentários no calendário anual”.

A relação de cinemas partcipantes e a programação completa pode ser vista aqui. Vale lembrar que as sessões são de graça, basta retirar os ingressos com cerca de uma hora de antecedência.

O festival termina no dia 5 de abril. Em Brasília, as exibições não acontecem na mesma data que no Rio e São Paulo, por lá o evento vai do dia 14 até 26 de abril.

Yes, he can

19 Mar

poster

por Bárbara Bom Angelo

O já icônico pôster de Shepard Fairey amanheceu hoje mais importante ainda. A ilustração de Barack Obama sob um fundo azul e vermelho e com a inscrição “hope” foi a vencedora do prêmio Brit Insurance Design 2009. Foi considerada o design mais inovador dos últimos 12 meses.

Fairey é um bem sucedido artista de rua que emergiu da cultura skateboarding americana. Inlcusive, já foi preso duas vezes por grafitar em muros particulares.

Apesar de agora seus recentes trabalhos figurarem mais em galerias e museus, o designer já estampou capas de álbuns do Led Zeppelin e Smashing Pumpkins e é o responsável pelo pôster do filme Johnny e June, de 2005.

Pôster do filme "Johnny e June", desenvolvido por Shepard Fairey

Pôster do filme "Johnny e June", desenvolvido por Shepard Fairey

O cartaz de Obama, que desbancou outros 90 concorrentes e cuja venda já arrecadou mais de 400 mil dólares, vai ficar exposto no Museu de Design de Londres até dia 14 de junho.

obs: Ontem, ao divulgar o blog Jumping in Art Museums, coloquei uma imagem de Doug Jaeger saltando em frente a obra de Fairey. Realmente, a ilustração conquistou a todos.

Nossas apostas

22 Fev

red-carpet
por Bárbara Moreira e Natália Albertoni

Dentro de algumas horas vamos conhecer os vencedores da última premiação da temporada do cinema mundial, o Oscar. Enquanto não chega o momento de acompanhar os longos discursos que serão interrompidos pela famosa musiquinha, você pode conferir as apostas deste humilde caderno sem linhas para as principais categorias.

É quase certo que a estatueta de melhor filme vá para Quem quer ser um milionário?, dirigido por Danny Boyle. Além de mostrar uma história envolvente e com ótimo ritmo, a produção já levou a melhor em prêmios com Globo de Ouro e Bafta, considerados uma prévia do Oscar.

Há também de se considerar a dificuldade da empreitada, que contou com um elenco de maioria indiana e sem experiência anterior em atuação. No começo do filme, as duas crianças que representam o protagonista Jamal e seu irmão Salim falam apenas hindu. Foi impossível encontrar atores mirins locais que soubessem o mínimo de inglês. Se as previsões se confirmarem, este será o primeiro Oscar do diretor, que também está por trás de Trainspotting.

Já na categoria melhor ator, a competição está bem acirrada. Mickey Rourke, que faz o papel de um ex-campeão de luta livre em O Lutador, está um pouco à frente. Ele recebeu recentemente o Globo de Ouro e o Bafta por seu trabalho. No entanto, o SAG Awards, prêmio concedido pelo Sindicato de Atores de Hollywood, ficou com Sean Penn por Milk – A Voz da Igualdade.

Sean Penn claramente absorveu os trejeitos do político gay Harvey Milk, mas como o papel não consegue mostrar a complexidade natural de qualquer ser humano, o ator não pôde mostrar muito de seu já reconhecido talento. Penn ganhou seu primeiro e único Oscar por Sobre Meninos e Lobos, em 2003.

Já Rourke, sem representar um personagem de peso há tempos nas telonas, abraçou a oportunidade dada pelo diretor Darren Aronofsky com todos os músculos, força e fios de cabelo oxigenados. Considerado sex simbol nos anos 80, está quase irreconhecível na pele de Randy “Carneiro” Robinson. Por toda sua conturbada tragetória e reviravolta, deve levar a estatueta.

Brad Pitt também está na disputa, assim como os não tão famosos Frank Langella e Richard Jenkins, mas não deve atrapalhar a queda de braço dos dois favoritos. O papel em O Curioso Caso de Benjamin Button, não exigiu tanto do ator que impressiona mais pela transformação pela qual passa ao longo do filme.

A briga entre as mulheres também promete ser quente. A jovem Anne Hathaway, indicada pelo longa O Casamento de Rachel, impressionou os críticos e a veterana Meryl Streep sempre impressionante, recebeu a 15ª indicação ao Oscar pelo papel interpretado em Dúvida. Mas a grande aposta deste ano é Kate Winslet. Ela foi premiada com dois Globos de Ouro, um na categoria de melhor atriz em filme dramático com Foi apenas um sonho e o outro como melhor atriz em O Leitor, pelo qual ela também foi indicada ao Oscar.

O evento será exibido ao vivo no Brasil apenas pelo canal fechado TNT, às 22h. A TV Globo decidiu apenas mostrar alguns flashes dos principais prêmios. Tudo isso porque o domingo de desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro é sagrado.