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Street art made in Barra Funda

12 Jan

 

por Bárbara Bom Angelo

O trabalho dos artistas de rua Anderson Augusto e Leonardo Delafuente, que começou pelos bueiros do bairro da Barra Funda, em São Paulo, abriu asas e já está dando o que falar em blogs gringos, como esse aqui. No site 6emeia, o nome da dupla, você encontra mais fotos.

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Entrevista do Verdades | Marcelo Costa, do Scream & Yell

2 Set

por Bárbara Bom Angelo

Texto curto, rápido e direto. De preferência com fotos mil. Esse é o padrão em que querem, há tempos, amarrar a internet. Só que tem vezes que você quer algo com mais sustância, sabe? Tipo comida de mãe? Você quer ler impressões mais profundas de um disco, um show, um filme ou um livro e para isso não ter que correr para um jornal ou revista. Afinal, você quer agora – é o mal dessa nossa geração instantânea.

Quando essa vontade bate, o lugar para onde vou de olhos fechados é o Scream & Yell, site de cultura pop que já está em seu décimo primeiro ano de vida. Antes de estabelecer casa no mundo digital, o S&Y era um fanzine de papel e tinta que rodava feliz pelas ruas de Taubaté, interior de São Paulo. Ele vinha cheio de textos sobre música, filmes e comportamento e se manteve assim até mesmo quando mudou de mídia definitivamente em 2000. O editor Marcelo Costa resolveu vir para a capital paulista de vez e não mais restringir todo aquele conteúdo bacana a uma só cidade.

Gosto de imaginar o Marcelo como um Rob Gordon tupiniquim. Rob, para quem não lembra, é o personagem principal de Alta Fidelidade, do Nick Hornby, que é viciado em música e em fazer listas de tudo o que for possível. Quem frequenta o blog pessoal do Marcelo sabe bem do apreço que ele tem pelo escritor britânico e também em bolar os seus próprios Top 5, que ficam sempre em destaque e acabam servindo para mim como uma espécie de guia. Mas atenção, ele garante ser bem mais confiante que Rob e outros tipos de Hornby.

Eu tendo a concordar com ele, ainda mais depois de gentilmente aceitar dar a entrevista que você confere abaixo ao Verdades para contar um pouco mais do S&Y e de si mesmo.

A edição preto e branco do número 3 do fanzine Scream & Yell ao lado da sua versão digital atual

Essa é a vida que você sempre quis? Escrever sobre o que gosta, viajar bastante, ir a vários shows… Está faltando algo?
Eu tive um pouquinho de sorte no trajeto até agora (e vou precisar de mais um tantinho para prosseguir), mas quando olho para trás fico muito feliz com tudo o que aconteceu. Ainda assim tento não pensar tanto no que aconteceu e sim no que vai acontecer. É uma metáfora interessante: quando observo o tanto que caminhei, me sinto feliz e realizado; quando penso no tanto que ainda falta para caminhar, parece que não sai do lugar. A vida segue…


Como fazer para não perder o tesão editando há 11 anos o mesmo site?
E quem disse que eu não perco? 🙂 Existem dias ruins, em que a vontade de abandonar tudo é enorme. Deletar e-mail, Facebook, Twitter, largar o site e… sair por aí sem rumo, lenço e documento. Felizmente existem dias bons, em que um bom texto me faz sentir que, sim, vale a pena continuar fazendo o que eu faço. Sigo balançando entre os dois extremos e… risos… parece outra metáfora da minha vida.


O Scream & Yell vai na contramão do que muitos acreditam ser o que funciona na internet: textos curtos. Por lá, a gente encontra entrevistas, críticas e reportagens bem longas. E dá mais do que certo. Por quê?
Eu não tenho a resposta, mas acredito que existem pessoas interessadas em conteúdo, em algo mais elaborado, profundo, irônico. Quando começamos só queríamos provocar, sabe. Fugir do lugar comum. Fazer algo que a gente gostasse realmente sem precisar seguir algum hype. E conseguimos um espaço de que me orgulho. No entanto, um tempo depois apareceu gente escrevendo textos longos, então inverti a provocação tentando resenhar discos em 500 e 1000 toques. Provocar é essencial. Tirar o leitor (e você mesmo) da zona de conforto. Isso me interessa.


Como dar conta de tudo o que você precisa ouvir, ler e assistir? Como não deixar as coisas que você mais gosta virarem obrigação?
Algumas coisas acabam virando, inevitavelmente, mas o que me salva ainda é um bom disco, um bom filme, um bom livro, uma boa foto. Quando algo bom toma a alma da gente, a obrigação passa a ser falar disso, estender o entendimento, contaminar outras pessoas. Não é uma obrigação – no sentido negativo do termo – escrever 11 mil toques sobre o disco do Decemberists. Eu preciso escrever do disco porque quero que pessoas que não o conhecem, o descubram. Se vou dormir às 5 da manhã em uma viagem porque eu queria escrever sobre o que aconteceu naquele dia é porque quero que essa pessoa que lê participe da minha experiência e tenha, assim, vontade de ter a dela.

Qual banda anda consumindo seus ouvidos ultimamente? Está ansioso por algum show que vai rolar em breve?
Tenho tentado não ouvir Decemberists (risos), mas é tão difícil. Sobre shows, tenho pensado bastante no Pearl Jam. Acho que será especial. Mas se tivesse que escolher um seria o show gratuito que o Arcade Fire fará em Montreal, 22 de setembro, encerrando a turnê “The Suburbs” em casa. Tem tudo para ser histórico.


O que você faz só para você?
Vejo filmes (muitos), ouço discos (muitos também), leio livros (poucos) e bebo cervejas (não muitas… risos). De vez em quando cozinho… bem de vez em quando.


Acompanho muito o desenvolvimento dos seus roteiros de viagem, especialmente porque eu adoro fazer o mesmo. Qual a próxima?
Não há nenhuma desenhada neste momento, mas pequenos prováveis roteiros. Por exemplo: estou pensando em ir ao cruzeiro do Weezer, em janeiro, e descer de lá para a casa de um amigo na República Dominicana passando pelo Haiti e por Cuba. Não deve acontecer, mas é uma ideia. Outra envolve a Escandinávia (incluindo San Petersburgo). Há ainda uma viagem de carro pela Itália, a necessidade de conhecer Portugal e a vontade de ir ao Fuji Rock Festival, no Japão. Ou seja: são vários roteiros que se adaptam a oportunidade do momento.

Marcelo Costa em Veneza


Quais são os lugares que você visitou que roubaram seu coração?
Veneza é a número 1, e acredito que o texto sobre a cidade assinado pela Cathy Newman, editora especial da National Geographic, pesa no olhar poético que tenho sobre a cidade. Mas só um pouco: bastou olhar as casinhas empilhadas sobre o mar da janela do avião para o coração derreter. Santorini também é algo inacreditável. Praga, Paris e Amsterdã são mais táteis, mas não menos apaixonantes. Por fim, Cork – pelo folk irlandês.


Em que lugar de São Paulo você encontra um pouco de Taubaté, a cidade onde cresceu?
Eu nasci em uma maternidade no Belenzinho, pois, segundo minha mãe, não havia nenhuma na Mooca, onde morávamos na época. Fui para Taubaté com cinco anos e cresci olhando a vida com olhar de interior. Mas meu coração sempre bateu por São Paulo. Então, hoje em dia, só encontro Taubaté quando pego no telefone para falar com a minha mãe, a minha irmã e a minha sobrinha. Sempre fui São Paulo, mesmo quando não estava aqui.


O que tem de paulistano em você?
O jeito meio workaholic de ser, talvez. Sinceramente, não sei. Paulistano é meio blasé porque se acostumou a ter acesso a tudo (e isso é um grande defeito), então não se importa em perder um show ou um filme hoje, “porque semana que vem tem outros shows e filmes”. O bom de viver em uma cidade de interior é aprender a valorizar a necessidade. Ir ao cinema e não ter filme nenhum para ver (mas não perder de maneira alguma quando aparecer algo interessante). Será que sou paulistano mesmo? Certa vez, em uma troca de cartas com uma amiga carioca, escrevi:

>De resto, tudo bem. É impressionante como essa poluição toda me faz bem para alma.
E ela: Meu Deus, os paulistas realmente não são deste planeta. Isso é porque você não mora no Rio: eu vejo o mar e o sol e a lagoa e a montanha todos os dias… todos os dias Deus me lembra que estou viva.

Não sei se tenho algo de paulistano realmente, mas me emociono todas as vezes que o piloto do avião diz que o pouso na cidade está autorizado e as casas e prédios começam a crescer e se multiplicar pela janela do avião até o infinito. Sei que estou em casa.

Não podia deixar Nick Hornby de lado nesta entrevista. Tirando Alta Fidelidade, qual o seu livro preferido dele? Você se vê um pouco em Rob Gordon ou em algum outro personagem?
Um Grande Garoto ocupa a posição número 2, mas Juliet Naked mexeu bastante comigo também. Acho que, de tudo que ele escreveu, só não gosto mesmo da segunda metade de Uma Longa Queda. E eu devo ter coisas mínimas de vários personagens, mas não acredito que tenha um em especial que me absorva por inteiro. Não sou tão confiante, mas ainda assim sou mais confiante que os personagens dele (risos). Ou ao menos acho…

Livros de Nick Hornby

E falando em livros e Nick Hornby… Nos seus Top 5 do Calmantes com Champagne falta uma lista de livros. Qual o ranking do momento?
Não tenho lido tanto, sabe. Isso é algo que São Paulo tirou de mim: o prazer silencioso da leitura, algo que sobrava nos anos em Taubaté. Mas se eu tivesse que levar cinco livros para uma ilha deserta, eu iria roubar na contagem e incluir O Tempo e o Vento, do Érico Veríssimo (sim, os sete volumes, mas se você insistisse muito que eu não poderia levar tanto peso, eu deixaria os dois volumes relativos ao Arquipélago), As Obras Completas, do Oscar Wilde (parece muito, mas é só um volume gordinho em papel bíblia), O Chão Que Ela Pisa, de Salman Rushdie, O Macaco e a Essência, de Aldous Huxley e os dois volumes pequeninos de comédias, tragédias e sonetos, de Shakespeare (na edição marrom da editora Abril, de 1981). Esses cinco livros me fariam feliz até o fim dos tempos. Se você fosse boazinha eu pediria, ainda, Crime e Castigo, de Dostoievski, uma coletânea de poetas franceses do século XIX (organizada por José Lino Grünewald e lançada pela Editora Nova Fronteira em 1991) e a coleção Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust (que está completa aqui na minha estante, mas que ainda não li). Droga, não inclui a coletânea Seleta, da Lygia Fagundes Telles nem as três coletâneas de tirinhas sobre Deus, do Laerte, e nada do Manoel de Barros… Posso levar 10? 😛

Não esqueça: amanhã tem Wallpeople em São Paulo

1 Jul

por Bárbara Bom Angelo

Lembra que falamos do Wallpeople aqui? Pois é, ele acontece nesse sábado, dia 2 de julho, no Centro Cultural Rio Verde, aqui em São Paulo.

Leve sua foto e cole no imenso mural colaborativo que vai enfeitar a cidade amanhã. O tema é felicidade. E aproveita para confirmar sua presença no evento que foi criado no Facebook.

Apareça:
Centro Cultural Rio Verde
Rua Belmiro Braga, 119, Pinheiros

Wallpeople em São Paulo e no Rio no dia 2 de julho

13 Jun

por Bárbara Bom Angelo

No dia 2 de julho, as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro vão participar pela primeira vez do  projeto Wallpeople – um mural gigante e colaborativo de fotos que vai ser montado esse ano em mais de 20 cidades ao mesmo tempo. Funciona assim: todo ano os organizadores do evento definem um tema, você bola uma imagem que tenha a ver com ele, leva no lugar determinado e cola seu instante eterno no meio de outros tantos.

Esse ano a missão é capturar a felicidade. Os locais ainda vão ser divulgados. Então, é aproveitar esses quase 20 dias que faltam para pensar em algo bem bacana para sua contribuição.

Aqui no Brasil a organização está por conta do IdeaFixa, Inesplorato, Fuso Coletivo e I Hate Flash.

Mais infos abaixo, no textinho que foi feito para o evento criado no Facebook. E se quiser saber ainda mais é só entrar aqui, no site oficial.

Vamos construir o mural da felicidade!

A felicidade é um sentimento universal que todos podem sentir, mas ao mesmo tempo é algo pessoal e único. Há mil motivos pelos quais alguém pode chegar a ser feliz, e para cada pessoa são diferentes. No entanto, a publicidade, os meios de comunicação, as séries de televisão e outros estímulos que recebemos diariamente mostram-nos muitas vezes um estereótipo de felicidade, irreal, artificial…, que não corresponde à realidade quotidiana.

Chegou o momento de as pessoas mostrarem, através das suas fotografias, o que é que realmente as faz felizes. Um momento especial, uma sensação, um lugar, uma pessoa, uma ideia, um detalhe, tudo vale desde que reflicta um instante de autentica felicidade.

No dia 2 de julho, em mais de 20 cidades simultaneamente, pessoas anónimas com as suas fotografias tornar-se-ão nas autênticas protagonistas de uma exposição única. Uma parede transformada em museu improvisado ao ar livre, onde todos poderão expor e observar as fotografias dos demais. Todos sabemos o que nos faz felizes, mas o que é a felicidade para o resto do mundo? Brevemente o descobriremos.

Como participar

• No sábado 2 de julho de 2011 dirige-te ao lugar indicado com uma ou várias fotografias impressas que reflictam para ti uma imagem de felicidade.
• O formato e o tamanho são livres, no entanto não aceitamos imagens gigantes (1×1 metro) ou que possam ferir sensibilidades.
• O horário de criação do muro e duração da exposição estará indicado no Evento do Facebook. Trata-se de uma acção efémera, que apenas durará duas horas.
• A organização disponibilizará “bostik” e fita-cola para que os participantes colem as suas fotografias. No entanto, recomendamos que também leves “bostik” ou fita-cola para facilitar o processo.
• Cola a tua foto ao lado de outra, separada apenas por uma pequena margem. Respeita as outras fotografias.
• Uma vez que o mural esteja completo e passado um tempo de exposição, a organização dará um aviso para indicar o fim da obra.
• Neste momento poderás retirar as tuas próprias fotografias ou levar a de outro participante.
• No caso de desejares que alguém leve a tua foto podes pôr o teu e-mail no dorso para que a pessoa que a retire possa fazer-te um comentário, e assim tornar o mural numa experiencia mais interactiva.
• As fotografias que sobrem serão retiradas pela organização e não serão utilizadas para nenhum outro fim.

***É possível que se tirem algumas fotografias para reprodução nalgum meio editorial e de comunicação.

O que você está ouvindo agora? | Versão São Paulo

3 Jun

Vampire Weekend faz show no Via Funchal no dia 1˚ de fevereiro

6 Dez

por Bárbara Bom Angelo

Para alívio geral, o show do Vampire Weekend no Via Funchal, em São Paulo, foi confirmado no começo da noite desta segunda-feira. A apresentação acontece no dia 1˚ de fevereiro. Os ingressos custarão entre R$ 160 (pista) e R$ 250 (camarote), preço cheio. A meia-entrada estará disponível apenas na bilheteria da casa. Já para o resto dos mortais, as entradas poderão ser compradas também pelo site

De acordo com as primeiras informações, as vendas devem começar nesta sexta-feira, dia 10 de dezembro.

Os americanos também tocam em Porto Alegre (Meca Festival – 29/01) e no Rio de Janeiro (Circo Voador – 03/02).

Via Blogfônico

Venda dos ingressos para o show do Paul em São Paulo está encerrada pela internet

18 Out

por Bárbara Bom Angelo

Depois de uma pré-venda relâmpago no dia 15 de outubro, hoje (18) às 8h da manhã, os ingressos para o show do Paul Maccartney em São Paulo, no dia 21 de novembro, começaram a ser vendidos para o público geral.

Não são nem 11h e a venda já foi encerrada pela internet, no site Ingresso.com. Eu, que acordei às 7h30 e cravei o dedo no F5, consegui comprar sem problemas. Fiquei até impressionada da página não ter travado em nenhum momento.

Aos que não foram tão sortudos, resta a confirmação oficial do segundo show do beatle na capital paulista, que deve acontecer no dia 22 de novembro. Provavelmente será anunciado essa semana. Então, é ficar atento e grudado no teclado.